FINALMENTE FEITO!

󾕍✅FEITO! E assim o primeiro finalmente está terminado e pronto pra ser enviado para a #editora esperando agora que seja aprovado e impresso o mais breve possível para que eu possa então enviar àqueles meus queridos do coração. #diariodeumamantedearquitetura #30diasnaasia ESPERO QUE SEJA O PRIMEIRO DE MUITOS! #livro #meulivro #oprimeiro #desejemesorte by @vonderliebl

LIVRO TERMINADO

DESCASO COM NOSSA HISTÓRIA

Quinta da Boa Vista
Quinta da Boa Vista. Museu Nacional do Rio. Rio de Janeiro, Brasil.

 

CONCORDO QUE É DESCASO! CONCORDO QUE É DESRESPEITO! CONCORDO QUE DÓI!

 
Mas NÃO É culpa dos artistas que o Museu Nacional fechou as portas. Assim como NÃO É culpa dos médicos os hospitais não terem leitos disponíveis para todos os doentes. Assim também como NÃO É culpa dos professores as escolas não terem merenda para todas as crianças, ou vão culpar as merendeiras?
 
GENTE! Quanta bobagem! Se atenham aos reais motivos! #acordem
 
>>>>>> É O DESCASO, DESRESPEITO E MAL TRATO DOS GOVERNANTES! São os líderes (políticos, empresários, pessoas comuns, etc) corruptos do “nosso” Brasil que são culpados por tudo isso.
 
Um país tão rico, que deveria ser a maior potência do mundo, sugado por essa corja nojenta e sem a menor decência (maioria).
 
Esse é só mais um exemplo! TRISTE E QUE DÓI!
 

O romantismo da Arquitetura aos pés do Corcovado

Foto clássica, próximo da piscina da casa principal do Parque Lage no Rio de Janeiro.
Foto clássica, próximo da piscina da casa principal do Parque Lage no Rio de Janeiro.
O Parque Enrique Lage, popularmente conhecido como Parque Lage, aos pés do Corcovado no bairro do Jardim Botânico na cidade do Rio de Janeiro. Esta belíssima área de 52 hectares, repleta de muito verde com árvores centenárias, lagos, uma gruta, jardins geometricamente criados, uma torre que parece ter saído de um conto de fadas, entre outros pontos interessantíssimos, foi residência do industrialista Enrique Lage, nascido em 1881, e de sua esposa, a cantora  lírica italiana Gabriella Besanzoni, nascida em 1890. Conta a história que o abastado Enrique mandou construir este palacete para sua amada Gabriella, com quem casou-se em 1925. O local logo se transformou em palco de grandes reuniões sociais e muitos sarais onde figuravam os mais proeminentes representantes da sociedade carioca. Em 1941 Enrique faleceu, deixando Gabriella viúva e sem filhos.
Em frente à casa, é possível ver o Cristo Redentor desse ponto.
Em frente à casa. É possível ver o Cristo Redentor desse ponto.
Não havendo herdeiros necessários, e em sendo Besanzoni uma estrangeira, muitos dos seus bens foram para o patrimônio nacional. Contam que Gabriella retornou à Itália então, onde passou a lecionar aulas de canto, vivendo uma vida bem mais modesta que a anterior. Ela faleceu em 1962 em sua terra natal. Uma curiosidade para nós catarinenses, Enrique Lage foi o principal idealizador do Porto de Imbituba, já considerado o segundo maior da nossa Santa e Bela Catarina. Fundou também a Companhia Docas de Imbituba em 1922, uma indústria cerâmica e uma granja de grandes proporções, ainda, uma escola para os filhos dos estivadores, que leva seu nome até hoje naquela cidade, hoje sob regência do Estado. Ele também criou em 1935 a Companhia Nacional de Navegação Aérea, primeira fábrica de aviões do Brasil. O município de Imbituba, em nosso estado, foi por sua vez criado em 1958 com o nome de “Enrique Lage” separado do município de Laguna. Porém muito antes de Enrique e Gabriella viverem sua belíssima história ali, a área passou pelas mãos de muitos outros grandes figuras da sociedade brasileira. Uma história que começou em 1811 quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda de Fagundes Varela, contratando o paisagista inglês John Tyndale em 1840 para reprojetar a fazenda. Tyndale imprime à estrutura de seu projeto todo o romantismo encontrado em parques da sua terra natal. Em 1859 o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, recebendo o nome de “Parque dos Lage”. Somente em 1920 a propriedade é comprada por Enrique, neto de Antonio.
A beleza deste lugar é realmente encantadora!
A beleza deste lugar é realmente encantadora!
Com a compra, Enrique contrata o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete, dando início à sua remodelação. Com estilo bastante diferente, mesclando tendências de diferentes épocas, considerado estilo eclético, Vodret agrada muito Gabriella Besanzoni. Ao centro da construção há o famoso pátio com piscina, e em sua fachada um pórtico bastante promitente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado, onde está o Cristo Redentor. Hoje o Parque é tombado pelo património histórico nacional e abriga em seu prédio principal, desde 1975, a Escola de Artes Visuais, gerenciada pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Há muito mais para falar sobre a história desse lugar fantástico, porém, nada que possa ser dito representa melhor o Parque Lage do que o amor entre Enrique e Gabriella. Nos detalhes do local sente-se o romantismo e fascínio que sentiam um pelo outro. SIMPLESMENTE MARAVILHOSO! Quando no Rio de Janeiro não deixe de visitar, a entrada é gratuita e a certeza é de passar belos momentos.
Área da piscina, no pátio interno da casa principal do Parque Lage. Verdadeiramente lindo!
Área da piscina, no pátio interno da casa principal do Parque Lage. Verdadeiramente lindo!

Réveillon Art Deco

O belíssimo Copacabana Palace no Rio de Janeiro.
O belíssimo Copacabana Palace no Rio de Janeiro.

Este mês escrevo para vocês sobre um dos maiores ícones da arquitetura Art Deco no Brasil. Não é à toa que o Belmond Copacabana Palace no Rio de Janeiro, desenhado pelo arquiteto francês Joseph Gire, é considerado por muitos, como o hotel premier da América do Sul. Possui 216 quartos (148 no prédio principal e outros 78 em um anexo), uma piscina semi olímpica, uma outra piscina exclusiva, na cobertura, para hóspedes VIP, quadra de tênis, academia, três bares, um restaurante italiano, outro asiático e um de cozinha internacional. Foi inaugurado em 1923, no dia 13 de agosto. Mas depois que Brasília se tornou a capital brasileira em 1960, o hotel passou por uma fase decadente ficando pra trás de outros hotéis mais novos e modernos. Até consideraram demolir a construção em 1985. Foi reformado em 1989 quando a Orient-Express Hotels o comprou. Após a reforma voltou a se posicionar novamente entre os melhores do Rio de Janeiro, no segmento de hotéis 5 estrelas. Muitos famosos já se hospedaram no Copacabana Palace, incluindo Madonna, Michael Jackson, Robbie Williams, Walt Disney, os Rolling Stones, Elizabeth Taylor, Elton John, Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, a princesa Diana, Pavarotti e outros mais. Foi então em 2008 apenas, que o Copacabana Palace foi confirmado como patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. Todo ano o Palace promove o Réveillon de luxo, com quatro opções de festa para a chegada do ano novo. Para 2016, são três ceias nos restaurantes: MEE, Cipriani e Pérgula, além da festa que acontece nos salões: Palm, Nobre, Golden e Frontais. A mais acessível delas é a do Pérgula, assinada pelo chef Filipe Rizzato, com bebidas, ostras, foie gras e lula gigante ao custo de R$ 2,5 mil por pessoa. A mais cara é a do Salão Palm, com vista para o show da virada e no valor de R$ 3,3 mil. Após é possível se juntar à festa na mítica piscina do hotel, ou então atravessar a passarela, exclusiva para hóspedes do hotel, para a areia da praia de Copacabana para curtir os show no palco principal que fica bem em frente ao hotel. O Rio de Janeiro é uma cidade mágica, com muita história e arquitetura centenária que eu não canso de admirar. É sempre um prazer estar de volta em meio aos mais belos cenários da cidade maravilhosa. FELIZ ANO NOVO!

A notável arquitetura em meio aos Vinhedos Australianos

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Na fazenda Combe, Vale do Yarra, no estado da Victoria, Australia.
Quando eu mudei para a Austrália eu não fazia a menor idéia da importância que aquele país representa na produção de vinhos mundial, mas não demorou muito para eu me dar conta. A indústria de vinhos australiana é a quarta maior exportadora mundial, com aproximadamente 750 milhões de litros por ano. Os vinhos na Austrália são produzidos em todos os Estados existentes naquele país, e em mais de 60 regiões designadas, totalizando aproximadamente 160.000 hectares. Os tipos mais comuns encontrados são o Shiraz, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Semillon, Pinot Noir, Riesling e Sauvignon Blanc. O vinho australiano mais famoso é o Penfolds Grange, este vinho já ganhou mais de 50 medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais.
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Com minha mãe, dona Anita, na fazenda Combe. Onde provei o melhor espumante até hoje!

Quando minha mãe foi me visitar na Austrália, em Janeiro de 2014, tivemos o prazer de visitar algumas das quase 2000 casas de vinhos da Austrália. A maioria destas são de pequenas operações. A região que escolhemos foi a do Yarra Valley, ao longo do rio que a nomeia, localizada ao leste de Melbourne, Victoria, onde eu morava. Os vinhos produzidos nesta região são mais comumente o Chardonnay, espumantes e Pinot Noir. A principal vantagem dessa região produtora de vinhos está na proximidade ao centro urbano de Melbourne, assim, recebem mais de 3.1 milhões de visitantes a cada ano, é um passeio tradicional e imperdível! Na época consegui o passeio de um dia ao Yarra Valley em troca de um trabalho de tradução que realizei para um empresa de turismo de Melbourne. Saímos próximo às 9 da manhã do centro da cidade, pegamos um ônibus com outros turistas, maioria de europeus, e a primeira parada foi na deliciosa fábrica de chocolates Yarra Valley Chocolaterie, em meio aos belos campos do vale do rio Yarra. A segunda parada foi em uma estufa de frutas vermelhas orgânicas, a Gateway Estate, sabores e cores indescritíveis! Ali eles também fabricam licores dessas frutas. A terceira parada foi em uma pequena casa de vinhos chamada Combe Farm, onde provamos da melhor espumante que já tive o prazer de encontrar, tive que comprar uma garrafa! Paramos então para almoçar em uma cidadezinha muito interessante, Healesville, aproximadamente 7 mil habitantes, com arquitetura charmosa, quase toda em estilo arquitetônico Vitoriano.

Deliciosas frutas orgânicas para degustação, fizeram parte do passeio.
Deliciosas frutas orgânicas para degustação, fizeram parte do passeio.

Essa cidade já foi cenário para vários filmes e seriados locais. Lá também provamos o melhor risotto vegetariano da história, minha mãe vai lembrar. Após o almoço fomos para o ponto alto deste passeio, a casa de vinhos Dominique Portet, com uma história que remete à 10 gerações, iniciando no século 18 em Bordeaux. “Aqui encontrei um vinho com fragrância e estrutura rememorativos aos vinhos de Bordeaux. O Yarra tem um charme e beleza que te engolfam e seus vinhos são mundanos.” diz Dominique Portet (nona geração).

Na casa de vinhos Dominique Portet, de origem francesa.
Na casa de vinhos Dominique Portet, de origem francesa.

A arquitetura da fazenda compreende um belo chateau em estilo arquitetônico francês, jardins com chafariz e estátuas francesas, quadra de bocha e adegas especialmente instaladas para manter as propriedades e qualidade dos vinhos ali produzidos. Foi simplesmente transcendental, um passeio que se deve superestimar pois com certeza não irá te decepcionar. Mais do Yarra Valley através das lentes da minha câmera acesse: www.facebook.com/vonderliebl CHEERS MATE!

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Aqui, observando os belos campos do vale do Yarra, cobertos de videiras.

Os Emirados Árabes Unidos e a Cidade Fantasma

 

Abu Dhabi, the capital city of the United Arab Emirates. / Abu Dhabi, a cidade capital dos Emirados Árabes Unidos.
Abu Dhabi, a cidade capital dos Emirados Árabes Unidos.

O sétimo destino da minha aventura de 30 dias pela Ásia! Esta cidade já foi considerada pela CNN e Fortune Magazine como a mais rica do mundo. Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, é a capital e segunda cidade mais populosa daquele país. A mais populosa continua sendo Dubai. Fato curioso é a tradução para Abu Dhabi, significa Pai do Veado. A origem deste nome ainda é bastante incerta, mas, possivelmente, deve-se à existência de alguns poucos veados que habitavam o emirado. Desta vez viajei da cidade de Seul na Coréia do Sul para a capital dos Emirados Árabes Unidos. Atualmente o aeroporto base da companhia aérea Etihad já está muito pequeno para suportar o tráfego aéreo naquela região e assim, outro moderníssimo aeroporto ao lado deste está em construção. Poder ver como será o design magnifico desse aeroporto assim que cheguei, já me deu uma bela amostra do que estaria por vir. Fiquei hospedado na ilha de de Yas, artificial, um projeto orçado em 40 bilhões de dólares, abrigando grandes obras arquitetônicas como o maravilhoso hotel cinco estrelas Yas Viceroy, o primeiro hotel do mundo a ser construído sobre um circuito de F1. E não era apenas esse hotel que eu conseguia ver do andar do hotel que eu estava hospedado, mas também o Mundo Ferrari, um parque temático que eu tinha muita curiosidade de conhecer, a começar pelo design incrível do seu telhado, pintado na cor vermelho Ferrari, em formato interessantíssimo e com o escudo Ferrari em amarelo no topo.

At the Ferrari World in Abu Dhabi. / No Mundo Ferrari em Abu Dhabi.
No Mundo Ferrari em Abu Dhabi.

E foi ali perto que comecei a perceber o quão “fantasma” essa cidade pode ser. São largas avenidas, shopping centers com corredores gigantescos, parques, praças, e vários outros locais, vazios! Você anda e olha pra lá e pra cá e na maioria das vezes não vê ninguém. Mas bem, o motivo? Essa cidade está se preparando para o futuro. Os investimentos em infra estrutura para grandes complexos residenciais, estão acelerados para receber uma população que ainda nem sabe que vai morar lá. Essa sensação de abandono é quase imperceptível porém no centro de Abu Dhabi, há muitos turistas por todo lugar, lugares belíssimos para se visitar, segurança de sobra e muito calor. Mas ei, eu estava lá no inverno. Não sugiro visitar essa região no verão! Dentre tantos prédios incríveis, sempre tive a vontade de conhecer as Torres da Etihad. São cinco torres, uma abrigando escritórios, e as demais são residenciais e parte de uma é um hotel. Você deve lembrar desse complexo de torres por causa do filme “Velozes e Furiosos 7”. Mais de Abu Dhabi nos EAU através das lentes da minha câmera, acesse www.facebook.com/vonderliebl. Um abraço, e até a próxima.

 

The Zayed National Museum. Stop by on my way to Dubai. / O Museu Nacional Zayed. Parada no caminho até Dubai.
O Museu Nacional Zayed. Parada no caminho até Dubai.

Os Emirados Árabes Unidos e a “Insana”

 

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No topo do Mundo! Andar 124 do Burj Khalifa. O prédio mais alto do mundo.
A cidade mais populosa dentre os sete emirados que fazem parte deste país e também a 20a cidade do mundo mais cara para se viver, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, explodiu em crescimento após a descoberta, em 1966, de suas grandes reservas de petróleo. Hoje porém, somente 5% da sua receita vem desta commodity. As principais fontes de combustão de sua economia atualmente vem do turismo, aviação, negócios imobiliários e serviços financeiros. A população local é de aproximadamente 2.250.000 pessoas, da qual quase 75% são homens, sim, apenas 25% são mulheres. Destes mais de 2 milhões de pessoas, somente entre 10 e 15% é de nascidos nos Emirados Árabes Unidos, a maior porção populacional é de descendência Asiática originária da Índia, Paquistão, Bangladesh, Filipinas, uma menor porção da Somália e ainda um grupo de mais de 100.000 expatriados britânicos, o maior da cidade.
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Pôr do sol no Burj Al Arab, considerado o único hotel 7 estrelas do mundo.
O Árabe é a língua oficial mas o Inglês é amplamente falado, figurando como a segunda língua mãe. Agora vamos ao que interessa, cheguei em Dubai logo após ter passado alguns dias na Coréia do Sul, em meio à arquitetura mais antiga que eu já vi. Brasileiros, dentre outras nacionalidades, precisam pagar pelo visto, e não é nada barato. Paguei algo em torno de 100 dólares por um visto de 96h. Dubai porém, arquitetonicamente falando, é gritante! Peguei um ônibus do aeroporto de Abu Dhabi, cidade vizinha, até uma estação rodoviária em Dubai e fui a pé até uma estação do metrô. No caminho de uma estação até a outra, a impressão que se tem é de estar no planeta do futuro, a arquitetura extremamente futurística e as paisagens desérticas que rodeiam, se encarregam de dar esse show. Sistemas extremamente modernos por todo lado que se passa, materiais e formatos aplicados em escala gigantesca! Mas não se engane, os trens de lá também são cheios, e olha que nem era hora do rush. Em Dubai se encontra uma coleção riquíssima de prédios e estruturas de vários estilos arquitetônicos e várias interpretações modernas da arquitetura Islâmica – tradicional por aqui – também podem ser encontradas. O Burj Al Arab, o único hotel 7 estrelas do mundo, aquele em formato de vela de navio, e o Burj Khalifa, o prédio e também estrutura mais alta já construída pelo homem são os dois maiores exemplos da “insanidade” arquitetônica de lá. Falando um pouco mais sobre o Burj Khalifa, este é hoje de longe o mais alto do mundo com 828 metros de altura, 163 andares. As torres gêmeas nos EUA tinham 110 metros e o mais alto do Brasil, 177,3 metros de altura, 52 andares, este o Edifício Millenium Palace em Balneário Camboriú. Fui conhecer o Burj Khalifa, cuja maior porção é residencial, e não decepcionou. Rodeado por outros prédios incríveis, um shopping center gigante, praças e um lago artificial com chafariz de 217 milhões de dólares, simplesmente maravilhoso! Subi até o andar 124 onde se encontra o deck de observação outdoor mais alto do mundo e as vistas não decepcionaram. Em meio ao deserto e a perfeição arquitetônica de Dubai, que vista desta altura parece desenhada a laser, os outros prédios ao redor parecem de brinquedo de tão diminuídos. Existe a possibilidade de subir até o andar 148, porém o custo é bem mais alto do que já havia pago, algo acerca de 100 dólares a mais, e eu já estava satisfeito com o que tinha visto dali, a 452 metros de altura. Note porém que isto é apenas uma das grandiosas amostras do que se pode ver em Dubai. Ilhas artificiais em formato de palmeira ou do globo terrestre, o maior complexo residencial do mundo, policiais dirigindo carros da Porsche, pontos de ônibus por toda cidade equipados com sistema de ar condicionado, várias mesquitas imponentes interessantíssimas, trens monotrilho, restaurantes incríveis em meio ao belíssimo paisagismo de lá, opções de tudo e tudo do melhor, esta é Dubai, artificial, porém fantástica! Ah! Não deixe de provar a famosa combinação local de tâmara seca com café Árabe, encontra-se por todos os lugares lá, até mesmo no hotel em que estiver hospedado junto do cafezinho. São mais de 300 variedades diferentes de tâmara no mundo, pelo menos 30 disponíveis naquele país. Mais sobre esta cidade incrível através dos meus olhos acesse meu facebook, são quase 200 fotos interessantíssimas. Obrigado e até a próxima!

 

Down the foot of the Burj Khalifa. Tallest building in the world. / Aos pés do Burj Khalifa. O prédio mais alto do mundo.
Aos pés do Burj Khalifa. O prédio mais alto do mundo.

 

A Arquitetura Asiática e o Povo mais Ocidental da Ásia

 

 

“Emocionado por estar aqui! A arquitetura mais antiga que já vi.” No templo Mireukjeon, século VII, cidade de Jeonju, Coréia do Sul. / “So touched to be here! The oldest architecture I have ever seen.” At the Mireukjeon temple, 7th century, city of Jeonju, South Korea.
“Emocionado por estar aqui! A arquitetura mais antiga que já vi.” No templo Mireukjeon, século VII, cidade de Jeonju, Coréia do Sul.

Sétimo e penúltimo destino da minha aventura de 30 dias por oito países asiáticos, um país onde jamais pensei que teria o prazer de colocar os pés e um dos destinos mais curiosos e “arquiteturalmente” maravilhosos desta minha viagem. A história desse país começou em 2333 AD, uma história sofrida que até hoje pode-se perceber nos olhos daquele povo. Desta vez fui para a CORÉIA DO SUL encontrar um amigo com quem trabalhei na Austrália, ele coreano, então não poderia ter um anfitrião melhor para me mostrar o que há de mais valoroso na cultura daquele país. Embarquei no aeroporto de Phuket, na Tailândia, com destino à Seul, capital da Coréia do Sul e uma das cidades com região metropolitana mais populosas do mundo. Cerca de 25 milhões de pessoas vivem lá, basicamente metade da população do país. A Coréia já era habitada desde o período Pré-Paleolítico, só para se ter idéia do quão antigo é este país. Um país desses merece respeito só considerando este fato importante em sua história. Falando um pouco mais sobre a cidade de Seul, destaca-se como extremamente moderna, bem organizada, sistema de transporte público ótimo, com uma malha ferroviária gigante. Nas ruas você se sente seguro, em um país de primeiro mundo onde as pessoas demonstram educação e principalmente respeito pelos outros e pelo ambiente onde vivem. Pode-se comunicar em inglês em todos os lugares, porém, para minha surpresa, o inglês local não é dos melhores.

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Com meu grande amigo-irmão coreano Sun Kim, no Museu Memorial de Guerra em Seul, na Coréia do Sul.

Meu amigo me contou que isso acontece porque os coreanos em geral tem medo de falar em inglês já que é muito diferente do coreano, especialmente pela fonética deles, assim, não praticam nem se sentem confiantes o suficiente para se comunicar em inglês, mas entender, entendem tudo. Seul é repleta de prédios modernos e de arquitetura singular, contrastando com os palácios e outros prédios em arquitetura asiática coreana. Muitas cores, uso de madeira e aqueles telhados incríveis são encontrados nestas heranças magníficas da arquitetura para o mundo. Tudo isso situado em meio à modernidade das cidades. Claro que cercados de muralhas que quando atravessamos, parecem nos levar de volta ao século VII. E foi assim que me senti quando visitei o Templo Mireukjeon construído em 599 mais ao sul do país, próximo à cidade de Jeonju, após ter viajado pela primeira vez de trem bala, um passeio maravilhoso onde ao fim encontramos a tia do meu amigo que nos levou para este templo do século VII, pertencente ao complexo Geumsansa, o mais antigo em que já estive. Adentramos o prédio principal onde encontramos três Budas gigantes revestidos em ouro com muitas oferendas do povo crente. Foi uma experiência transcendente, seguida de uma parada para o chá típico local, o melhor do mundo! Em dia de inverno então, foi perfeito. Voltando à arquitetura local, me fez pensar, afinal, os templos que visitei no Camboja são do século XII, cinco séculos depois dos construídos na Coréia do Sul. Aqueles de pedra, sem nenhum trabalho em carpintaria ou mesmo pintura, já os da Coréia do Sul, CINCO SÉCULOS ANTES, com janelas, entalhos, pintura, muitos trabalhos em carpintaria, impressionantemente mais avançados para a época quando comparados aos do Camboja. É de se tirar o chapéu para esse povo muito sofrido por constantes ataques de seus vizinhos gananciosos e até hoje ainda dividido ao norte com a Coréia do Norte, mas que hoje possui uma das melhores educações do mundo e algumas das maiores multinacionais também, o quanto afrente do seu tempo estavam/estão. Visitar a Coréia do Sul foi de quebrar quaisquer paradigmas que eu tinha com esse país, tudo surpreendeu e me deixa mais e mais saudoso a cada dia que passa. Mais da Coréia do Sul através das lentes das minhas câmeras, acesse meu facebook, são centenas de fotos que valem a pena serem observadas. Gamsa (Obrigado em Coreano), até o próximo mês!

No Palácio Gyeongbok de 1395 no coração de Seul, Coréia do Sul. / At the palace Gyeongbok from 1395 in the heart of Seoul, South Korea.
No Palácio Gyeongbok de 1395 no coração de Seul, Coréia do Sul.

A Arquitetura e o Melhor Tempero Asiático

 

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A perfeição das Torres Gêmeas, as Petronas Towers em Kuala Lumpur, capital da Malásia

Talvez o destino menos interessante da minha aventura de trinta dias pela Ásia, a cidade de Kuala Lumpur, capital da Malásia, um país independente apenas desde 1957 e meu destino de número três, é uma mistura de idéias que até agora eu não entendi. Por incrível que pareça, aqui existe um Rei também, eleito por um grupo de nove monarcas que assumem o cargo em um esquema de alternância. Isso é novidade pra mim! Fui ver de perto o palácio do “cara” que acredito ser um dos mais recentes palácios do mundo, finalizado em 2011, fantástico. As torres gêmeas então, são um espetáculo à parte, afinal, amo arquitetura com um quê industrial. Tirei dezenas de fotos delas. Fora isso, KL, é uma cidade onde há muita gente que têm nada – contrastando demasiadamente com Singapura, onde estive poucos dias antes – mas um povo curioso. Aqui também várias pessoas pediram para tirar fotos comigo. O que mais gostei: a culinária, deliciosa demais! Temperos maravilhosos em pratos que desafiam o paladar. Principalmente para quem gosta do agridoce. Foi aqui também que visitei a maior caverna em que já estive até hoje, um verdadeiro santuário de macacos. Falando mais sobre o rei local, seu novo palácio, o Istana Negara em Kuala Lumpur, foi finalizado em 2011 e custou aproximadamente 270 milhões de dólares aos cofres públicos. Qualquer mortal percebe logo, ao olhar ao seu redor, que é a representação perfeita de muita ostentação para um país com tantos problemas tão óbvios e por toda parte. Transporte público de péssima qualidade, muitos mendingos, pessoas assustadoramente pobres, falta de segurança nas ruas, enfim… são vários problemas. Não posso desmerecer o projeto porém, realmente lindo. Istana Negara que em malaio significa Palácio Nacional, este palácio substituiu em 2011 o antigo palácio real.

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Posando aqui em frente ao Novo Palácio Real (Istana Negara) na Malásia, na cidade capital de Kuala Lumpur.

O novo está em uma área de 97.65 hectares, 22 cúpulas, e dividido em três partes principais: as áreas formais, as áreas reais e as áreas administrativas. Do terreno de quase 98 hectares, “somente” 28 foram utilizados para a construção do palácio cuja construção apresenta elementos arquitetônicos Islâmicos e Malaios, típicos regionais e locais. Nada típica porém, é a arquitetura das Petronas Towers, também conhecidas como Torres Gêmeas. Foi de encher os olhos e fazer o coração bater mais forte. Apresentam formato quase cilíndrico com cobertura afunilada e fachadas todas em metal cromado, de baixo acima, você se sente enviado ao futuro inserto na perfeita atenção que o arquiteto argentino-americano César Pelli deu à cada segmento deste projeto. A idéia era essa mesmo, criar um símbolo do século XXI na Malásia. Estas torres já foram o prédio mais alto do mundo, isso entre 1998 e 2004 e, permanecem até hoje como as torres gêmeas mais altas do mundo. A ponte que conecta uma à outra nos andares 41 e 42, além de ser a ponte mais alta de dois andares do mundo, também não é tecnicamente conectada à elas, e sim projetadas para deslizarem para dentro e fora, evitando assim que quebrem quando há ação agravada dos ventos que podem fazer com que se movimentem vários centímetros. Uma ponte que está a 170 metros de altura do chão, possui 58 metros de comprimento e pesa 750 toneladas. Visitar a Skybridge (Ponte do Céu) nas Twin Towers na Malásia foi o ponto alto da minha visita, com certeza vale cada centavo gasto. As vistas da cidade são incríveis, mas o mais interessante ficou em poder ver qual o aspecto das torres visto do “lado de fora” a 170 metros de altura, já que você fica na ponte entre as duas torres. Uma observação diferente de todos os outros arranha-céus em que já estive.

 

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“Detalhes” imponentes que encontrei ao visitar a caverna Batu próxima à cidade de Kuala Lumpur, Malásia. A maior caverna em que já estive e também um santuário de macacos e templo Hindu.