A notável arquitetura em meio aos Vinhedos Australianos

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Na fazenda Combe, Vale do Yarra, no estado da Victoria, Australia.
Quando eu mudei para a Austrália eu não fazia a menor idéia da importância que aquele país representa na produção de vinhos mundial, mas não demorou muito para eu me dar conta. A indústria de vinhos australiana é a quarta maior exportadora mundial, com aproximadamente 750 milhões de litros por ano. Os vinhos na Austrália são produzidos em todos os Estados existentes naquele país, e em mais de 60 regiões designadas, totalizando aproximadamente 160.000 hectares. Os tipos mais comuns encontrados são o Shiraz, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Semillon, Pinot Noir, Riesling e Sauvignon Blanc. O vinho australiano mais famoso é o Penfolds Grange, este vinho já ganhou mais de 50 medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais.
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Com minha mãe, dona Anita, na fazenda Combe. Onde provei o melhor espumante até hoje!

Quando minha mãe foi me visitar na Austrália, em Janeiro de 2014, tivemos o prazer de visitar algumas das quase 2000 casas de vinhos da Austrália. A maioria destas são de pequenas operações. A região que escolhemos foi a do Yarra Valley, ao longo do rio que a nomeia, localizada ao leste de Melbourne, Victoria, onde eu morava. Os vinhos produzidos nesta região são mais comumente o Chardonnay, espumantes e Pinot Noir. A principal vantagem dessa região produtora de vinhos está na proximidade ao centro urbano de Melbourne, assim, recebem mais de 3.1 milhões de visitantes a cada ano, é um passeio tradicional e imperdível! Na época consegui o passeio de um dia ao Yarra Valley em troca de um trabalho de tradução que realizei para um empresa de turismo de Melbourne. Saímos próximo às 9 da manhã do centro da cidade, pegamos um ônibus com outros turistas, maioria de europeus, e a primeira parada foi na deliciosa fábrica de chocolates Yarra Valley Chocolaterie, em meio aos belos campos do vale do rio Yarra. A segunda parada foi em uma estufa de frutas vermelhas orgânicas, a Gateway Estate, sabores e cores indescritíveis! Ali eles também fabricam licores dessas frutas. A terceira parada foi em uma pequena casa de vinhos chamada Combe Farm, onde provamos da melhor espumante que já tive o prazer de encontrar, tive que comprar uma garrafa! Paramos então para almoçar em uma cidadezinha muito interessante, Healesville, aproximadamente 7 mil habitantes, com arquitetura charmosa, quase toda em estilo arquitetônico Vitoriano.

Deliciosas frutas orgânicas para degustação, fizeram parte do passeio.
Deliciosas frutas orgânicas para degustação, fizeram parte do passeio.

Essa cidade já foi cenário para vários filmes e seriados locais. Lá também provamos o melhor risotto vegetariano da história, minha mãe vai lembrar. Após o almoço fomos para o ponto alto deste passeio, a casa de vinhos Dominique Portet, com uma história que remete à 10 gerações, iniciando no século 18 em Bordeaux. “Aqui encontrei um vinho com fragrância e estrutura rememorativos aos vinhos de Bordeaux. O Yarra tem um charme e beleza que te engolfam e seus vinhos são mundanos.” diz Dominique Portet (nona geração).

Na casa de vinhos Dominique Portet, de origem francesa.
Na casa de vinhos Dominique Portet, de origem francesa.

A arquitetura da fazenda compreende um belo chateau em estilo arquitetônico francês, jardins com chafariz e estátuas francesas, quadra de bocha e adegas especialmente instaladas para manter as propriedades e qualidade dos vinhos ali produzidos. Foi simplesmente transcendental, um passeio que se deve superestimar pois com certeza não irá te decepcionar. Mais do Yarra Valley através das lentes da minha câmera acesse: www.facebook.com/vonderliebl CHEERS MATE!

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Aqui, observando os belos campos do vale do Yarra, cobertos de videiras.

Asiaventura

Oito países, trinta dias e uma paixão. Primeiro destino: Cingapura! / Eight countries, thirty days and one passion. First destination: Singapore!
Oito países, trinta dias e uma paixão. Primeiro destino: Cingapura!

Em uma das minhas matérias anteriores escrevi sobre os prédios mais altos do mundo. Entre eles se destacam as Twin Towers, também conhecidas como Petronas Towers na Malásia, o Burj Khalifa em Dubai e o mais alto prédio do mundo em construção, nomeado Torre do Reino na Arábia Saudita.

Portão de embarque desta aventura de 30 dias. / Boarding gate to this 30 day adventure.
Portão de embarque desta aventura de 30 dias. Em Brisbane, Austrália.

Pois bem, aqui estou, neste momento, no terminal internacional do aeroporto de Brisbane na Austrália, lhe escrevendo que terei a incrível sorte de conhecer alguns desses marcos da arquitetura e engenharia no mundo, neste mês de janeiro. Em aproximadamente uma hora e meia embarco em uma aventura, que para mim, não tem precedentes. Visitarei neste mês, que acaba de começar, nove países e pelo menos dez cidades, sendo 8 destas cidades na Ásia. Minha primeira parada será em Singapura, um país pequeno, mas de grande poder econômico, muito rico em arquitetura contemporânea. Minha segunda parada será em Bali na Indonésia, onde visitarei templos antigos, pertencentes à religião budista. De Bali embarco para Kuala Lumpur na Malásia, onde poderei apreciar de perto as Twin Towers, mal posso esperar! Da modernidade de Kuala Lumpur eu mergulho no contraste da arquitetura singular da cidade de Ho Chi Minh, anteriormente conhecida como Saigon, no Vietnã, este país é repleto de templos e muita história. Atravesso então o Vietnã em uma viagem de ônibus para o Camboja que promete ser uma no mínimo curiosa. No Camboja, além da arquitetura Khmer, do início do século VIII, vive um dos povos mais receptivos da Ásia, tenho certeza que conhecerei muitos indivíduos singulares. A próxima parada é em Bangkok, capital da Tailândia, uma cidade com muitos atrativos a oferecer, e, também, formada por prédios modernos e antigos, esta cidade começou a crescer com a chegada dos franceses em 1665. Ainda na Tailândia passarei alguns dias em Phuket, um paraíso praiano, afinal, não sou de ferro e essa vida de aeroporto em aeroporto também cansa. Precisarei dar uma relaxada na praia, assim como muitos de vocês. Por lá também existem inúmeros marcos da arquitetura tailandesa. Do verão de Phuket eu embarco para o inverno da Coréia do Sul, no hemisfério norte. Jamais pensei que eu iria parar na Coréia do Sul algum dia, mas estou extremamente ansioso para ver o que encontrarei por lá, promete ser um dos destinos mais curiosos dessa minha aventura. Aguardem para ler sobre algum marco da arquitetura da Coréia do Sul, que foi iniciada no século VII, em uma das minhas próximas matérias. Com certeza depois de visitar os templos do século VII na Coréia do Sul, embarcar e ver de perto a “desmedida” arquitetura de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, me fará realizar o quanto o mundo mudou, da antiga arquitetura para onde existem alguns dos prédios mais incríveis do mundo moderno e até ilhas artificiais. Pois bem, me desejem sorte. Pra mim será um prazer escrever para vocês sobre essa minha aventura. Vou lá embarcar no avião que já estão me chamando. Sinta-se convidado à me seguir no instagram, twitter ou facebook para acompanhar mais de perto meus passos (endereços no topo da página). FELIZ ANO NOVO! Muita sorte e felicidades à você. E pela última vez: Cheers mate! Ainda não sei de qual país estarei escrevendo a próxima matéria.

Voei de Etihad, grande parte destas viagens, e posso dizer, um dos menores espaços entre bancos na área econômica que já encontrei. Realmente inesperado! / I traveled long distances with Etihad during these trips and I have to say, they have one of the most little space between seats in economy I have ever seen. Real shame!
Voei de Etihad, grande parte destas viagens, e posso dizer, um dos menores espaços entre bancos na área econômica que já encontrei. Realmente inesperado!

 

Muito mais que uma Prefeitura

A prefeitura de Melbourne, um dos prédios mais imponentes da cidade, construído entre os anos de 1867 e 1887, palco de grandes exibições, peças teatrais e apresentações escolares também é palco de um dos mais incríveis espetáculos de luzes natalinas da Austrália. Melbourne foi oficialmente incorporada como cidade em 13 de dezembro de 1842. Porém, não foi até 1854 que sua primeira prefeitura foi finalizada. Os trabalhos iniciaram em 1851, em conjunto com a corrida do ouro no estado da Victoria. A pedra fundamental foi lançada em 1867 com a visita do príncipe Alfred, Duque de Edimburgo, após a demolição do primeiro prédio. A prefeitura atual abriu portas em 9 de agosto de 1870 com um suntuoso baile de gala, fundado pelo, na época, Lorde e Prefeito Samuel Amess. Em 1925 um incêndio destruiu grande parte do prédio, incluindo o auditório principal e um órgão de tubos. Foi reconstruída e aumentada, porém perdendo algumas características como partes do telhado em mansarda. Em 1964 os Beatles estiveram presentes em uma recepção cívica lá. Do lado de fora, 20.000 jovens se reuniram para arriscar vê-los. Este prédio foi desenhado pelo famoso arquiteto local Joseph Reed e Barnes, em estilo do Segundo Império. Outros prédios de Melbourne desenhados pelo mesmo arquiteto são a Biblioteca Estadual da Victoria, o Royal Exhibition Building e o Melbourne Trades Hall. O prédio da prefeitura é encimado pela Torre Príncipe Alfred, nomeada após o duque. Ela inclui um relógio de 2,44 metros de diâmetro, que começou a funcionar em 31 de Agosto de 1874 e foi construído pela Smith e Filhos de Londres. O auditório principal inclui um órgão para concertos magnífico, composto por 147 fileiras e 9.568 tubos. E a noite em época natalina, a fachada da prefeitura de Melbourne se transforma em um canvas dramático através de um show de luzes projetados com sabor festivo. Iniciando ao anoitecer, e vai até as 23 horas. Este projeto é dos designers de classe mundial, Electric Canvas. Já no ano passado foi um espetáculo à parte que pude curtir aqui com a minha mãe Dona Anita e meu irmão Gustavo, quando me visitaram aqui na Austrália. Eles são testemunhas vivas da beleza e incrível tecnologia e magia que este show proporciona. À você meu leitor, e toda sua família, um Feliz Natal, que a magia dessa época do ano preencha seus corações de muito amor e esperança de um ano novo que logo se inicia. MERRY CHRISTMAS MATE! Até 2015, de onde? Bom, ainda não sei de onde lhe escrevo em 2015. Aguarde que com certeza a surpresa será boa.

Glamour e Tradição

Portal das flores no parque Flemington de Corridas de Cavalo em Melbourne. / The flowers portal at the Flemington Racecourse Park in Melbourne.
Portal das flores no parque Flemington de Corridas de Cavalo em Melbourne.

Novembro chegou e com ele vem um dos eventos mais importantes da Austrália. A Melbourne Cup Carnival de Corridas de Cavalo. São várias cidades pelo país que promovem o esporte, mas é no circuito de corridas de Flemington, aqui em Melbourne, que acontece o mais famoso da Austrália. A riqueza de Melbourne e seu crescimento devido a era da corrida do ouro dos anos de 1850 a 1880 transformaram a cidade na mais dinâmica da Austrália.

Dentro do parque uma estátua de cavalo. Ao fundo, o centro da cidade de Melbourne. / Inside the park, a horse statue. At the back, Melbourne's downtown.
Dentro do parque uma estátua de cavalo. Ao fundo, o centro da cidade de Melbourne.

A Melbourne Cup, trouxe à tona o evento como sendo de grande importância social e de moda. Até hoje as mulheres procuram os mais interessantes e extravagantes chapéus para desfilar nos diversos salões e gramados de Flemington. Os homens também não ficam por baixo, todos devem vestir terno e gravata, borboleta muitas vezes, por vezes ternos xadrez, e muita pompa e circunstância, tornando o evento foco de ícones de moda e muita elegância. O evento acontece por uma semana, chega a reunir 120 mil pessoas nos dias mais importantes, em uma área gigante e simplesmente incrível, muito bem cuidada e com todo o conforto possível para os freqüentadores, que no ano passado, pagaram apenas pelo almoço e café da tarde no restaurante em que trabalhei, pelo menos 300 dólares cada um.

A pista de corrida pronta para receber o evento. Um dos principais do calendário australiano. / The racecourse ready for the event. This is one of the most important events of the australian calendar.
A pista de corrida pronta para receber o evento. Um dos principais do calendário australiano.

Tendo trabalhado lá a semana toda, no ano passado, posso garantir que o evento é algo de outro mundo. Você se sente transportado para dentro de um filme, tamanha é a distinção de qualquer outro evento à que já compareci. A história do circuito de corridas de Flemington, considerado patrimônio histórico do país, iniciou-se em 1840, e tradicionalmente, todo ano, desde então, a história se repete. Com todo o glamour que merece. Cerca de 550 cavalos são preparados, a cada ano, para as corridas, em Flemington. Inicialmente promovidas no outono, mas em 1854, quando as condições climáticas estavam perfeitas e o circuito absolutamente incrível, decidiram por promover uma edição de primavera que foi um sucesso, e assim permaneceu, acontecendo a cada nova primavera, desde então. O dia mais importante do evento há de ser o Melbourne Cup Day, na primeira terça-feira de novembro, feriado municipal desde os meados de 1870, que é também celebrado como um dia especial ao longo do país. Outros dias que se destacam são o Derby Day e Oaks Day.

O parque é realmente lindo, são diversas áreas de convivência e com diferentes atrações. / The park is stunning, there are several different areas you can stay at with the most various attractions.
O parque é realmente lindo, são diversas áreas de convivência e com diferentes atrações.

Entre os anos de 2000 e 2004 o comitê que administra o circuito gastou 26.2 milhões de dólares em investimentos, adicionados aos outros 45 milhões quando da conclusão do pavilhão principal em 2000. Atualmente, existe um projeto de renovação, que busca trazer as necessidades de Flemington e seus frequentadores para o século 21. Estimado em 120 milhões de dólares, o investimento de substituição de um dos pavilhões históricos, espera estar concluído para as corridas de 2017. O projeto é desenhado por Bates Smart, os arquitetos por trás do projeto da Federation Square, outro importante marco da cidade, tal qual o Cassino Crown, e, o Hospital de Crianças Royal. O novo “pavilhão de entretenimento” inclui três restaurantes, oito bares, e um jardim na cobertura, tudo isso construído no lugar do antigo pavilhão. Porém, para que isso aconteça, há vários pontos a serem definidos, a começar pelo fato de que o prédio atual é histórico, construído em 1924, repleto de murais e relíquias.

Flores estão por todo lugar. / Flowers are everywhere.
Flores estão por todo lugar.

Segundo ponto importante é o custo. Dos 120 milhões estimados para sua construção, 45 milhões devem vir de duas torres residenciais a serem construídas próximas ao circuito, por uma empresa de desenvolvimento chinesa. A construção do novo prédio deve promover 350 vagas de emprego em construção, e aumentar a capacidade de espectadores de 4500 para 9000. E ainda, aumentar o número, hoje limitado de membros, de 30 mil para 35 mil. Nas fotos você pode ter uma idéia de quão grandioso o projeto é. Garanto que quando finalizado, o projeto será mais um dos grandes marcos da arquitetura de Melbourne. Com certeza passar um dia em Flemington, quando as corridas estão acontecendo, é uma das experiências mais incríveis que se pode realizar na Austrália. Cheers mate! Até a próxima.

Capricho em cada detalhe. / Attention to every single detail.
Capricho em cada detalhe.

 

Desafio ou desperdício?

Cem andares, 319 metros de altura e pelo menos 1100 apartamentos. O novo arranha céus de Melbourne, “Australia 108”, que será construído aqui do lado de casa, assumirá o título de edifício mais alto do hemisfério sul. Em conjunto, e também já aprovados pelos órgãos competentes da cidade, outras duas torres residenciais de 75 e 54 andares, respectivamente, serão construídas na área central de Melbourne, configurando, em conjunto, outros quase 1000 apartamentos. Principais motivos? Esses grandes empreendimentos já seriam parte de um plano de expansão urbana, fazendo sentido à atual realidade de Melbourne, que promete ser a primeira cidade, verdadeiramente, 24 horas do país, e já dizem também, que em algumas décadas, a maior cidade em número de habitantes da Austrália, ultrapassando até mesmo a cidade de Sydney, hoje a maior neste número. Para a construção destes edifícios, pelo menos 6000 novos postos de trabalho serão criados e estima-se investimentos na ordem de mais de 800 milhões de dólares. A Torre Eureka, a qual mencionei em minha primeira matéria, hoje o mais alto prédio de Melbourne com 297,3 metros de altura e 92 andares, e em minha opinião um dos mais belos arranha céus do mundo, cederá seu primeiro lugar, ao futuro vizinho, Australia 108, com orgulho, pois quando finalizado, este fará novamente Melbourne ocupar o cargo de cidade com o prédio mais alto da Australia. Hoje o Q1 (Queensland Number One) na cidade de Gold Coast, Estado de Queensland, mais ao norte do país, é hoje, com 322,5 metros o prédio mais alto da Austrália. Mas eu sou bem mais o Eureka! Liderando a lista de prédios mais altos do hemisfério sul, atualmente está a torre Sky Tower, aqui do país vizinho, Nova Zelândia, na cidade de Auckland, este com 328 metros de altura. Porém, nada comparados aos quase 830 metros do Burj Khalifa em Dubai, o prédio mais alto do hemisfério norte e do mundo, com 163 andares e custo estimado de 1.5 bilhões de dólares para sua construção, finalizado em 2010. Segundo na lista dos mais altos do mundo, está a torre Tokyo Sky Tree no Japão, com 634 metros de altura. Outros mais conhecidos que figuram nesta lista são: a Torre da Liberdade em Nova Iorque, a mais alta do hemisfério ocidental, construída após a queda das Torres Gêmeas e possui 541,3 metros de altura, a torre Taipei 101 em Taiwan, com 509 metros, e as Twin Towers (também conhecidas como Petronas Towers) na Malásia, com 452 metros. No Brasil, o arranha-céus mais famoso de todos os tempos há de ser o Edifício Itália, com 46 andares e 165 metros, na cidade de São Paulo, este por sua vez terá seu posto tomado pelo Millenium Palace, edifício com previsão de finalização de construção neste ano, figurando 46 andares também, mas com 177 metros de altura, na cidade de Balneário Camboriú, em nosso Estado. Como se tudo isso não fosse suficiente, mais uma vez, os olhos se voltam aos países Árabes. Já em construção, mas com previsão inicial de possuir 1 milha de altura (1,6 quilômetros), a Torre do Reino, na Arábia Saudita, será o prédio mais alto já construído, sem precedentes. Devido às condições geológicas da área porém, teve-se que reajustar a altura à “meros” 1000 metros de altura. Criado pelo mesmo arquiteto americano, Adrian Smith, que criou o atual mais alto do mundo, Burj Khalifa, no vizinho Emirados Árabes Unidos, na cidade de Dubai, como disse anteriormente, a Torre do Reino deverá custar 4.6 bilhões de dólares, possuir 167 andares, 59 elevadores e área construída de 319.000 metros quadrados. Equivalente à quase 40 campos de futebol, como o do Estádio do Maracanã, de área construída. Somente a base de construção para suportação desta torre desce 600 metros abaixo da superfície terrestre. Tudo isso me faz pensar, e acredito que à vocês também, isso tudo é realmente necessário? Ao mesmo tempo que é um fantástico desafio à engenharia é também um altíssimo gasto dos nossos recursos naturais, não é? Confesso que não cheguei à uma conclusão ainda sobre o assunto. Cheers mate! Até a próxima edição.

halifa, in Dubai, today the tallest building in the north hemisphere and in the world, having 163 floors and costing about 1.5 billion dollars to be built, finished in 2010. Second in the list, is the Tokyo Sky Tree in Japan, with 634 meters of height. Other famous buildings in the list are: The Freedom Tower in New York, the highest one in the ocidental hemisphere, built after the Twin Towers were crashed by airplanes in 2001, it is 541.3 meters high; the Taipei 101 tower in Taiwan, being 509 meters high, and the Twin Towers (also known as Petronas Towers) in Malaysia, with 452 meters of height. In Brazil, the most famous skyscraper has got to be the Edifício Itália, having 46 floors and 165 meters of height, in the city of São Paulo. But, it will be taken over by the Millenium Palace building, estimated to be fully finished this year, also having 46 floors, but being 177 meters high, in the city of Balneário Camboriú, in my home State, Santa Catarina. As if all of it wasn’t enough, again, our eyes turn back to the Arabian countries. Already being built, and with initial plans of being 1 mile high (1.6 kilometers), the Kingdom Tower, in Saudi Arabia, will be the tallest building ever built, of all times. Due to the area’s geological conditions though, it was necessary to readjust it’s height to “only” 1000 meters. Projected by the same architect, Mr. Adrian Smith, who projected the current tallest building in the world, Burj Khalifa in neighbor United Arab Emirates, city of Dubai, the Kingdom Tower, in Saudi Arabia, is estimated to cost 4.6 billion dollars and to have 167 floors, 59 lifts and built area of 319.000 square meters. Just the basis where this tower will sit in is supposed to be 600 meters deep from the land surface. All of it makes me wonder, and I believe it might make you too, is this really necessary? At one point of view, it is a crazy fantastic engineering challenge, at another point of view, it is a highly spent of our natural resources, isn’t it? I have to confess I haven’t come to a conclusion about such matter. For more information, links to videos and other photos, access my profile on Facebook. Cheers mate! See you next time.

A Queridinha da Austrália

O arco dos relógios. Tradicional ponto de encontro da Estação. / The clocks arch, popular meeting point at the station.
O arco dos relógios. Tradicional ponto de encontro da Estação.

Em minha primeira matéria comentei sobre a estação de trens da rua Flinders aqui em Melbourne. Esta estação já foi a mais movimentada do mundo e está situada em um prédio centenário magnífico, construído em 1910 em arquitetura francesa do renascimento, no coração da cidade. Verdadeiro ícone cultural e há muito reconhecida como patrimônio e símbolo histórico do país, sua construção figura, com destaque, entrada central em forma de arco, uma grande redoma principal no telhado e uma alta torre de relógios no lado sul. Cerca de 150 mil pessoas passam diariamente por suas 11 plataformas de embarque e os trens partem aproximadamente a cada 5 minutos para os vários subúrbios e também cidades próximas.

A Estação da Rua Flinders vista do terraço do prédio de esquina com a Rua Elizabeth. / The Flinders Street Station as seen from the terrace of the corner building with Elizabeth Street.
A Estação da Rua Flinders vista do terraço do prédio de esquina com a Rua Elizabeth.

A previsão é de que este número diário aumente para 440.000 pessoas até 2021. Já há algum tempo porém, a Estação da Rua Flinders clama por modernização, cansada pelos seus mais de 100 anos na ativa a todo vapor e ao aumento populacional da cidade. São vários espaços, como o salão de festas, o ginásio, a antiga biblioteca, a sala de bilhar e uma sala para concertos sob a redoma principal, que estão sem acesso público há décadas, esperando por esta revitalização. Uma verdadeira lástima!

O arco dos relógios, fachada principal da Estação. / The clocks arch, main facade of the Station.
O arco dos relógios, fachada principal da Estação.

Pois bem, para a nossa alegria, em 2011, o Governo do Estado da Victoria, cuja capital é Melbourne, lançou um concurso internacional para revitalização e restauração da Estação da Rua Flinders. O prêmio para o projeto com design vencedor foi instituído em 1 milhão de dólares e 118 propostas foram recebidas, vindas de todas as partes do mundo. Alguns dos critérios foram a necessidade de apresentar um design com pensamento criativo para dar nova vida à este edifício símbolo do país, e, que facilite a vida de toda a comunidade ao utilizar a estação, tanto quanto mantendo e restaurando os elementos históricos importantes, como a sua fachada e áreas administrativas, que todos aqui amamos. Deveria ser uma proposta de design que encaixe-se melhor à atual arquitetura abstrata de Melbourne, moderna mas sem perder traços característicos de sua originalidade, melhorando a função de transporte da estação, junto com o papel importante de ligação que ela desempenha para ciclistas, bondes, ônibus, taxis mas principalmente para os pedestres. Dentre as 118 propostas foram selecionadas 6 finalistas. Nas imagens você pode notar o tamanho dos projetos propostos e o impacto que causariam na comunidade. Futurístico, ajardinado, quadrado, redondo, audacioso, os projetos são fascinantes e parecem de outro mundo, mas é este o objetivo, causar impacto e fugir do frugal, tal qual muitos outros prédios fazem aqui na Austrália. O vencedor foi definido em Agosto de 2013 descrito como um “moderno eixo de transporte do século 21”, tendo uma praça pública e um anfiteatro de frente para o rio, entre outros requisitos obrigatórios. Os juízes chamaram o projeto de “belo e de integração convincente dos aspectos do projeto da estação original, reforçando fortemente o seu status de portão de passagem”.

A primeira plataforma, vista da segunda plataforma. São 14 no total. / Platform one, seen from platform 2. They are 14 in total.
A primeira plataforma, vista da segunda plataforma. São 14 no total.

Já os moradores de Melbourne demonstraram reações divergentes, alguns chamaram a proposta de clássico-moderna e outros rotularam de nave espacial ou “canelone gigante”. Apesar de todo o trabalho em se eleger um vencedor, nenhum compromisso foi firmado, até o momento, sobre a sua execução do projeto que pode custar 2 bilhões de dólares aos cofres públicos, quando realizado. Eu, particularmente, considero este projeto com design vencedor, dentre os 6 finalistas, um dos meus favoritos. Sou fascinado por arquitetura e prédios com design moderno mas que mantém traços da sua originalidade e gostaria de ver a pedra fundamental dessa obra fantástica plantada ainda antes de deixar a Austrália.

 

A belíssima torre do relógio. / The marvelous clock tower.
A belíssima torre do relógio em um dia comum, desses nublados de Melbourne. / The marvelous clock tower on a common cloudy day in Melbs.

Até porque sendo a mais próxima da minha casa, utilizo a estação da rua Flinders, frequentemente para me locomover por aqui. Acredito que o projeto vencedor se associa perfeitamente com os demais grandes designs existentes nesta cidade que pela quarta vez consecutiva foi eleita a mais habitável do mundo. Parabéns também Melbourne por seus recém completados 179 anos de fundação. Cheers mate! Até a próxima.

A estação enfeitada para Natal. / The station ready for Christmas.
A estação enfeitada para Natal. / The station ready for Christmas.

LIVING IN AUSTRALIA IS FORTUNATE | morar na austrália é uma sorte

Na praia de Brighton, em Melbourne, estado da Victoria. / At Brighton Beach, Melbourne, Victoria.
Na praia de Brighton, em Melbourne, estado da Victoria.

Morar na Austrália é uma sorte. Em dez meses que estou aqui percebi as inúmeras oportunidades profissionais, a educação do povo, a facilidade em fazer amizades, os mais diversos tipos de entretenimento e, principalmente, a segurança que o país oferece aos que aqui habitam. Hoje moro em Melbourne, uma cidade com pouco mais de 3,4 milhões de habitantes, a mais populosa do Estado da Victoria na região sudeste do país, e atualmente, também, a cidade eleita Mais Habitável do Mundo. Não é nada difícil entender o porquê dessa nomeação quando se passa um tempo aqui! A infra-estrutura da cidade é incrível, com um sistema de transporte modelo, de dar inveja à qualquer cidade do mundo. O povo é hospitaleiro, alegre e sempre pronto para ajudar. A arquitetura então, é espetacular!

Melbourne, Victoria.
Melbourne, Victoria. À esquerda você pode ver a Torre Eureka, o prédio mais alto daquela cidade.

Tendo seu início no ano de 1835, Melbourne expõe diversos prédios imponentes no estilo Gótico do século 19 e início do século 20, como a Estação de Trens da Rua Flinders, a mais movimentada estação de trens do mundo em meados de 1920, e que, hoje, contrasta com alguns dos mais modernos edifícios existente no país, à exemplo os prédios da Federation Square, uma praça construída para oferecer exposições, shows, restaurantes e bares no centro da cidade. Atualmente, Melbourne figura um número aproximado de 600 arranha céus, entre eles a Torre Eureka, prédio residencial no centro sul da cidade com 92 andares, 297,3 metros de altura e que custou 415 milhões de dólares para ser construído. Somente em concreto foram utilizados mais de 110.000 toneladas. A Torre Eureka já foi considerada o prédio residencial mais alto do hemisfério sul e fica há 3 minutos da onde eu moro. Eu, particularmente, acho a beleza arquitetônica do prédio superior à muitos outros mais famosos existentes no mundo.

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Com os “amigos” cangurus, em viagem ao interior do estado da Victoria.

Melbourne, porém, não é feita apenas de prédios, a maior parte da população da região metropolitana habita nos diversos subúrbios que cercam a cidade. Há trens e também bondes que viajam para todos estes subúrbios. A malha ferroviária apresenta mais de 200 estações de trem e a maior rede de bondes do mundo, oferecendo transporte de qualidade à preço justo. Uma viagem dentro da área 1 da cidade custa 3,58 dólares australianos, limitando ao dobro deste valor quando se faz uso de mais de duas passagens ao dia. Nos subúrbios de Melbourne, a arquitetura predominante é Vitoriana, Georgiana e Tudor, típicas e provenientes do Reino Unido, país “mãe” da Austrália! Porém, hoje, também conta com várias residências em estilo moderno e mansões nos bairros mais privilegiados da cidade que chegam a custar dezenas de milhares de dólares. A transação de venda imobiliária de valor mais alto realizada no ano passado, em Melbourne, aconteceu à um valor de 25 milhões de dólares australianos, aproximadamente 60 milhões de reais. A mansão configura 2 piscinas externas, garagem para 10 carros, elevadores que te levam pelos quatro andares e acredite, sete cozinhas. Sim, sete! Outro fato curioso, a segunda transação de venda imobiliária de maior valor em 2013 aqui em Melbourne, no valor de 23 milhões de dólares australianos, pasmem, gerou lucro de 20 milhões ao casal que comprou a casa por aproximadamente 2 milhões da mesma moeda em 1992. Esta venda gerou ao casal um ganho de 1 milhão de dólares ao ano. Este investimento sem dúvida foi um acerto em cheio! No próximo mês, trarei um novo assunto da área para vocês. Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre a área imobiliária neste lado do planeta! Para mim, com certeza, foi um prazer escrever. Como dizem os australianos: Cheers, mate! E até a próxima!

 

No meu segundo dia na Austrália, ainda me acostumando com o frio, porém, muito feliz! / On my second day in Australia, still getting used to the cold, but happy to be there!
No meu segundo dia na Austrália, ainda me acostumando com o frio, porém, muito feliz!

Itália na Austrália?

O bairro de Carlton em Melbourne, é conhecido como o bairro italiano. Detalhes na arquitetura local remetem aos vistos na Itália. / Carlton, in Melbs, is known as the little Italy there. Details in the architecture make us remember the city in Europe.
O bairro de Carlton em Melbourne, é conhecido como o bairro italiano. Detalhes na arquitetura local remetem aos vistos na Itália.

Muitas grandes cidades no mundo possuem um distrito chamado ou conhecido como “Little Italy” (Pequena Itália). Alguns exemplos são as cidades de Toronto e Montreal no Canadá, Nova York e San Diego nos EUA, Dublin na Irlanda, Göteborg na Suécia, Curitiba e São Paulo no Brasil, e claro, Sydney e Melbourne aqui na Austrália. Com uma população de aproximadamente 200.000 italianos, o Estado da Victoria na Austrália, cuja capital é Melbourne, é o Estado com o maior número de imigrantes e descendentes italianos no país, e, possivelmente, do mundo oriental. É claro que quando um grande número de imigrantes vem para um país, junto com eles, trazem traços da sua cultura. E para a nossa sorte, um dos melhores “traços”, é a sua culinária, e a cozinha italiana, sem dúvida alguma, é riquíssima e uma das mais notáveis (eleita em 2013 pela CNN como a melhor do mundo), carregada de sabores e diversidade, mesmo sem perder a simplicidade. Inverno com queijos e vinhos, tão característicos da cultura italiana, e depois o típico café espresso, tem como não gostar? Mais agradável que a comida italiana, aos meus olhos, é a atmosfera criada nos cafés/restaurantes italianos aqui em Melbourne, é tão ricamente reproduzida, seja pela arquitetura, os falantes da língua, o charme, o clima, os cheiros e cores, que muitos italianos se sentem em casa quando visitam a Lygon Street no bairro de Carlton, onde fica a Pequena Itália. Em aproximadamente 1 km de extensão, em ambos os lados da rua, são tantos cafés, restaurantes, confeitarias e sorveterias italianas lá, que é de perder as contas. Ainda mais depois de tanto vinho! Brunetti, Koko Black, Il Dolce Freddo, Tiamo Coffee, La Latteria… fica fácil desprender-se lá, por horas. O estilo é singular, mesas postas ao lado de fora, sobre as calçadas, de dia e de noite você se sente confortável e em um atmosfera única. De dia à sombra das árvores ou dos guarda-sois, e nas noites de frio confortavelmente aquecido pelos aquecedores à gás, que estão em toda parte, recebendo ótimo atendimento e apreciando a movimentação da área. Toda essa estrutura tem a influência direta da Itália pois Melbourne e Milão são Cidades Germinadas, aqui conhecidas como Cidades Irmãs. Através do conceito de Cidades Germinadas, objetiva-se criar relações culturais e comerciais entre as cidades, fomentando a amizade e entendimento nas diferenças culturais locais. Isso tudo é muito visível lá. Todo mês de Novembro traz a Lygon Street Festa, uma celebração da cultura italiana na Pequena Itália. Quando o Grande Prêmio de Fórmula 1 acontece aqui em Melbourne, os restaurantes da Lygon Street se vestem de Vermelho e Amarelo em apoio à equipe de corridas Ferrari, e em 1982 e 2006, foi lá que as maiores celebrações e concentrações de pessoas ocorreram, quando o time de futebol da Itália venceu a Copa do Mundo. Com uma cultura rica e baseada em seus sabores, peculiaridades e simplicidade, todo italiano e apreciador de queijos, vinhos, massas e um belo “gelati”, se sente em casa quando visita a Pequena Itália de Melbourne. Esse papo todo sobre comida até me abriu o apetite! Ciao amico, digo, cheers mate, vou ali tomar um gelati. Até a próxima edição.

São centenas de restaurantes, a maior parte deles com mesas nas calçadas. / There are hundreds of restaurantes, most of them attending tables on the sidewalks.
São centenas de restaurantes, a maior parte deles com mesas nas calçadas.

 

Um sonho chamado Opera House

 

Na Ópera House de Sidney. / At the Opera House in Sydney.
Na Ópera House de Sidney.

Todo amante de arquitetura sonha em conhecer alguns prédios ao redor do mundo. Aqueles que considera referência, seja pela beleza, audácia ou porque se identifica com aquela obra em algum sentido. Pois bem, no último dia 18 de junho eu realizei o sonho de conhecer esta que para mim, desde que vi pela primeira vez na televisão, é uma das minhas obras favoritas em todo o mundo. Fui para a cidade que muitos pensam ser a Capital da Austrália, mas que na verdade, Sydney, apesar de ser a maior cidade da Austrália não é sua cidade Capital. Reza a lenda que a briga era tanta entre Sydney e Melbourne para estabelecer a Capital do país que optaram por estabelecê-la em meio caminho de ambas, para evitar discussões posteriores, na cidade de Canberra, Estado de New South Wales, tal qual Sydney. Voltando à realização do meu sonho, à obra à que me refiro é a Opera House de Sydney, magnificamente construída na baía de Sydney, é rodeada por belas paisagens e outras belas obras arquitetônicas como a Ponte da Baía Harbour. O que muitos não sabem é que o prédio mesmo tendo um estilo moderno e ousado, conhecido como Expressionismo, teve sua concepção realizada no final dos anos 50, ou seja, praticamente 60 anos atrás. O design foi selecionado através de um concurso internacional para o qual foram enviados mais de 200 projetos. Na minha visita tive a oportunidade de visualizar alguns destes projetos e tenho que dizer: Ainda bem que escolheram este design! O arquiteto com projeto vencedor é o Sueco Jørn Utzon e o projeto foi orçado inicialmente em 3,5 milhões de libras com prazo de pouco mais de 5 anos para ser completado, porém muitas dificuldades e muito drama aconteceram durante a execução, principalmente devido ao formato diferenciado do telhado – uma verdadeira inovação para a época – o incrível aumento de orçamento, que elevou o custo final de 7 para 102 milhões de dólares, e, ainda, o prazo de conclusão para 14 anos, incluindo a saída de Jørn Utzon da execução do projeto. Com a sua saída do projeto, algumas alterações ocorreram, notáveis principalmente no interior da Opera House, fugindo um pouco do que planejava o Sueco, que nunca mais, até os dias atuais, pisou na Austrália. Hoje a Opera House passa por reformas e o filho de Jørn Utzon trabalha em conjunto com a administração do prédio para alterar o interior da Opera House, trazendo-o mais para o que seu pai pretendia. Um túnel também está sendo construído abaixo da Opera House para facilitar principalmente os processos de entrega, onde os caminhões e outros veículos de grande porte não mais atrapalharão a visita dos turistas e freqüentadores desta que é uma das mais movimentas Casas de Opera e Eventos no mundo.

Encantado em poder conhecer de perto e ver detalhadamente. Aqui, o telhado, coberto em azulejos. / Amazed to able to see it up close all the details. Here, the roof covered in tiles.
Encantado em poder conhecer de perto e ver detalhadamente. Aqui, o telhado, coberto em ladrilhos.

Falando um pouco mais em números, 1.056.006 é o número de ladrilhos cerâmicos que cobrem o telhado da obra, especialmente fabricados para este fim, o maior salão de Concertos tem capacidade para 2.679 pessoas sentadas, o maior órgão musical do mundo, com mais de 10.000 tubos, posicionado acima do palco principal, também está lá. Este órgão possui profundidade total superior à 9 metros, somente em tubos, e levou mais de 10 anos para ser afinado após a instalação. Os australianos se orgulham pelo projeto ser da casa. Sem dúvida após aprender um pouco mais sobre a história da Opera House, ela se tornou ainda mais interessante aos meus olhos. O prédio é fantástico por dentro e por fora! Você pode ver mais da Opera House, através dos meus olhos, acessando meu facebook ou instagram (anotados acima). Moderna e lindíssimamente posicionada, mesmo após 60 anos de existência – e que assim continue – a Opera House de Sydney continua sendo uma das maiores referências da Australia em todo o mundo, somente perdendo em referência quando se fala em Cangurus (hehehe). Até o próximo mês. Cheers mate!

 

Perfeição! / Perfection!
Perfeição!