A Arquitetura e o Melhor Tempero Asiático

 

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A perfeição das Torres Gêmeas, as Petronas Towers em Kuala Lumpur, capital da Malásia

Talvez o destino menos interessante da minha aventura de trinta dias pela Ásia, a cidade de Kuala Lumpur, capital da Malásia, um país independente apenas desde 1957 e meu destino de número três, é uma mistura de idéias que até agora eu não entendi. Por incrível que pareça, aqui existe um Rei também, eleito por um grupo de nove monarcas que assumem o cargo em um esquema de alternância. Isso é novidade pra mim! Fui ver de perto o palácio do “cara” que acredito ser um dos mais recentes palácios do mundo, finalizado em 2011, fantástico. As torres gêmeas então, são um espetáculo à parte, afinal, amo arquitetura com um quê industrial. Tirei dezenas de fotos delas. Fora isso, KL, é uma cidade onde há muita gente que têm nada – contrastando demasiadamente com Singapura, onde estive poucos dias antes – mas um povo curioso. Aqui também várias pessoas pediram para tirar fotos comigo. O que mais gostei: a culinária, deliciosa demais! Temperos maravilhosos em pratos que desafiam o paladar. Principalmente para quem gosta do agridoce. Foi aqui também que visitei a maior caverna em que já estive até hoje, um verdadeiro santuário de macacos. Falando mais sobre o rei local, seu novo palácio, o Istana Negara em Kuala Lumpur, foi finalizado em 2011 e custou aproximadamente 270 milhões de dólares aos cofres públicos. Qualquer mortal percebe logo, ao olhar ao seu redor, que é a representação perfeita de muita ostentação para um país com tantos problemas tão óbvios e por toda parte. Transporte público de péssima qualidade, muitos mendingos, pessoas assustadoramente pobres, falta de segurança nas ruas, enfim… são vários problemas. Não posso desmerecer o projeto porém, realmente lindo. Istana Negara que em malaio significa Palácio Nacional, este palácio substituiu em 2011 o antigo palácio real.

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Posando aqui em frente ao Novo Palácio Real (Istana Negara) na Malásia, na cidade capital de Kuala Lumpur.

O novo está em uma área de 97.65 hectares, 22 cúpulas, e dividido em três partes principais: as áreas formais, as áreas reais e as áreas administrativas. Do terreno de quase 98 hectares, “somente” 28 foram utilizados para a construção do palácio cuja construção apresenta elementos arquitetônicos Islâmicos e Malaios, típicos regionais e locais. Nada típica porém, é a arquitetura das Petronas Towers, também conhecidas como Torres Gêmeas. Foi de encher os olhos e fazer o coração bater mais forte. Apresentam formato quase cilíndrico com cobertura afunilada e fachadas todas em metal cromado, de baixo acima, você se sente enviado ao futuro inserto na perfeita atenção que o arquiteto argentino-americano César Pelli deu à cada segmento deste projeto. A idéia era essa mesmo, criar um símbolo do século XXI na Malásia. Estas torres já foram o prédio mais alto do mundo, isso entre 1998 e 2004 e, permanecem até hoje como as torres gêmeas mais altas do mundo. A ponte que conecta uma à outra nos andares 41 e 42, além de ser a ponte mais alta de dois andares do mundo, também não é tecnicamente conectada à elas, e sim projetadas para deslizarem para dentro e fora, evitando assim que quebrem quando há ação agravada dos ventos que podem fazer com que se movimentem vários centímetros. Uma ponte que está a 170 metros de altura do chão, possui 58 metros de comprimento e pesa 750 toneladas. Visitar a Skybridge (Ponte do Céu) nas Twin Towers na Malásia foi o ponto alto da minha visita, com certeza vale cada centavo gasto. As vistas da cidade são incríveis, mas o mais interessante ficou em poder ver qual o aspecto das torres visto do “lado de fora” a 170 metros de altura, já que você fica na ponte entre as duas torres. Uma observação diferente de todos os outros arranha-céus em que já estive.

 

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“Detalhes” imponentes que encontrei ao visitar a caverna Batu próxima à cidade de Kuala Lumpur, Malásia. A maior caverna em que já estive e também um santuário de macacos e templo Hindu.