Simplicidade e Exotismo

Na região do Mekong Delta mais ao sul do país a vida é bem menos agitada e as paisagens são mais puras e calmas. / At the Mekong Delta region, south from Saigon, life is less busy and the landscape is purer and calmer.
Na região do Mekong Delta mais ao sul do país a vida é bem menos agitada e as paisagens são mais puras e calmas. 

HCMC, Ho Chi Minh City, Saigon, Thành phố Hồ Chí Minh, vários nomes para uma mesma cidade, a maior do Vietnã. Este mês te levo para um dos países mais exóticos onde tive o prazer de estar. Fundada em 1698, já foi capital da colônia francesa da Cochinchina, sim, ela existiu mesmo, talvez por isso usamos essa palavra até hoje, muitas vezes dizemos, “…foi pra Cochinchina”, não é mesmo? (rsrsrs) Engraçado ou não, faz sentido agora! Bem, lá na Cochinchina, digo, Saigon, desculpe, Ho Chi Minh, são mais de nove milhões de pessoas que vivem, considerando a região metropolitana. Esse número deve chegar a quase quatorze milhões até 2025. Já é um caos, trânsito insano, poluição, e, nada seguro andar por suas ruas, alguns turistas que conheci lá, haviam sido assaltados no dia anterior ao andar pelas ruas. Confesso que era outra das grandes cidades na Ásia sudeste que sempre quis estar, e que me decepcionei muito pela falta de estrutura e qualidade de vida para a população, e o absurdo contraste entre classes sociais também. A comida porém, maravilhosa! Considerada uma das mais saudáveis do mundo. Mas assim, você tem que gostar de verdes, vegetais, legumes, sementes, raízes e sopas, pois são a base da culinária local, muitíssimo barata por sinal. Enfim, o motivo de eu ter ido lá é que o nome Saigon sempre me vinha à mente, acredito que dos filmes que assistia, não sei. Lembrando-me dos samurais, da força, da rapidez, tudo isso me deixava muito curioso para ir até lá conferir Saigon de perto. Esse nome ainda hoje é utilizado para se referir à esta cidade, porém, o nome oficial hoje é Ho Chi Minh, centro econômico do país e representado, em minha opinião e paixão por arquitetura e design, pela torre financeira Bitexco, do renomado arquiteto venezuelano Carlos Zapata. Esse prédio sendo o segundo prédio mais alto do país, com 68 andares e quase 263 metros de altura, e, inspirado na flor de lotus, símbolo nacional. Em 2017 porém, o Bitexco perderá seu lugar para o Landmark 81. Ok, saindo da confusão de Saigon e indo para uma região mais tranquila e com certeza paradisíaca do país, viajei então para a região do Mekong Delta, no sudoeste do Vietnã. É lá que o Rio Mekong, desagua no mar por uma série de estuários que formam um Delta. É nesta região que se encontram várias ilhas, cada uma com uma singularidade e nomes curiosos como a Ilha do Unicórnio por exemplo.

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Experiência transcendental ao ser embalado pelos canais na região do Mekong Delta, no Vietnã. Simplesmente fantástico!

Após navegar um trecho pelo Rio Mekong em um dos barcos de madeira, típicos locais, fomos recepcionados com um tradicional chá vietnamita adocicado com o mel colhido lá na ilha mesmo, acompanhado de bolachas de gengibre e algumas sementes e outras raízes. Uma simplicidade que só, mas sabores indescritíveis. Após o chá pegamos as canoas guiadas e remadas por mulheres, todos com o típico chapéu vietnamita na cabeça, através dos canais do Rio Mekong, onde formam o Delta até o largo do rio, voltamos para a escuna e seguimos até outra ilha, cheia de curiosidades e comida boa, uma fábrica de balas e muito artesanato. O passeio finalizou com o chá da tarde, acompanhado das frutas mais exóticas e saborosas, e, embalado por músicas e cantorias que me fizeram sentir como se eu estivesse no lugar mais pacífico do mundo, assiste o vídeo no meu facebook. FOI UMA EXPERIÊNCIA SUBLIME. Mais do Vietnã através dos meus olhos acesse minha página no Facebook. Até mais, obrigado pela leitura.

Do caos do trânsito à simplicidade dos vendedores de rua, a rotina vietnamita impressiona e assusta ao mesmo tempo. / From the transit chaos to the simplicity of the street salespersons, the routing of the vietnamese people impresses and scares at the same time.
Do caos do trânsito à simplicidade dos vendedores de rua, a rotina vietnamita impressiona e assusta ao mesmo tempo.

 

SO-A-DI-CRAB!

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O templo Arun (Wat Arun), ou templo do Amanhecer às margens do rio Chao Phraya em Bangkok, Tailândia.

So-a-di-crab! Ou, oi, em tailandês! Este mês levo vocês para uma das grandes cidades da Ásia sudeste, Banguecoque, capital da Tailândia, esta que era uma das cidades que eu mais tinha curiosidade em conhecer, daquele lado do mundo. Banguecoque é a mais populosa, e o principal centro financeiro, cultural e histórico da Tailândia. Uma dos pontos positivos de lá, é que nós, brasileiros, não pagamos para entrar ou sair do país, pequenos detalhes como comprovação de vacinação são suficientes para aceitarem nossa presença em férias, lá. Algumas outras nacionalidades, como a dos EUA por exemplo, precisam pagar uma taxa para entrar. De cara fui confundido como sendo americano, me mandaram para a fila errada na imigração, mas logo percebi e me redirecionei. De fato é bem confuso o processo de imigração lá, então, fique esperto! São bastante desorganizados. Esta questão foi um tanto quanto decepcionante, pois poucos são os tailandeses, mesmo na capital do país, que falam inglês apropriadamente. O trânsito caótico e muita poluição no ar, também não agradaram. Por vezes senti que estava na cidade de São Paulo, aqui no Brasil. Mas vamos ao que importa, é na capital da Tailândia que fica o Grande Palácio Real. Sim, lá eles ainda são governados por uma família real. Por todo lado vê-se a cara do Rei e da Rainha em grandes placas e outdoors. Pelo que me informei, o casal real é muito adorado pela maioria populacional do país. De 1782 até 1925, a família real, residia no Grande Palácio, um complexo de prédios no coração de Banguecoque, mas o monarca atual, reside no palácio Chitralada. O Grande Palácio porém, ainda é utilizado para eventos oficiais. Muitas cerimônias reais e eventos de Estado são sediados lá todos os anos. Este palácio é um dos principais destinos turísticos da Tailândia. Mas vá preparado, existe um código de vestimenta para entrar lá, eu fui barrado por estar usando calças jeans rasgadas nos joelhos, tive que sair, alugar um par de calças sem rasgos, e retornar. E valeu cada centavo, caminhar por todos os espaços autorizados dentro dos quase 220.000 metros quadrados construídos em formato quase retangular, rodeados por quatro grandes muros. A construção do Grande Palácio iniciou em 1782 quando o rei Buddha Yodfa Chulaloke (Rama I), o fundador da Dinastia Chakri, mudou a capital do país de Thonburi para Banguecoque. Pelos muitos reinados sucessivos, vários prédios e novas estruturas foram adicionados ao complexo, principalmente durante o reinado do rei Rama V.

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No Palácio Real da Tailândia na cidade de Bangkok, capital do país. Simplesmente deslumbrante em sua arquitetura.

É interessante notar que, diferente de outros países onde o palácio real é subdividido internamente de um único grande prédio, o Grande Palácio da Tailândia é dividido em numerosos prédios, corredores, pavilhões, separados por gramados, jardins, praças e pátios. Um dos prédios mais distintos encontrado neste complexo é o Templo do Buda Esmeralda, ou Wat Phra Kaew. Consiste na verdade em uma Capela Real, dentro das fronteiras do palácio. Este templo é rodeado em seus quatro lados por uma série de claustros murados, com sete portões diferentes um do outro. Fora este templo, todos os outros aderem ao pretensioso estilo arquitetônico tailandês. Fora o Grande Palácio, visitei inúmeros outros templos e marcos históricos do país, incluindo o Grande Buda mais ao sul do continente, em Phuket. Com vistas cinematográficas das praias tailandesas, safaris de elefante, reino dos tigres, muita comida boa, porém extremamente apimentada, hospedagem barata e de ótima qualidade, povo acolhedor e muito tempo bom, o que fez esta viagem incrível, não foi apenas conhecer um pouco do país no pouco mais de uma semana que passei lá, mas foi reencontrar de coração aberto uma grande amiga tailandesa que conheci há oito anos atrás quando morei nos Estados Unidos. Uma experiência que vou carregar para o resto da minha vida. Muitas outras fotos no meu álbum no facebook, acesse e veja um pouco da Tailândia pelos meus olhos. Agradeço a leitura e até a próxima!

Com minha queridíssima Panarat Suvannarat, amiga de longa data, em Bangkok, capital da Tailândia. / With my beautiful Panarat Suvannarat, BFF, in Bangkok, capital city of Thailand.
Com minha queridíssima Panarat Suvannarat, amiga de longa data, em Bangkok, capital da Tailândia.

 

Entre Incenso e Arquitetura

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No Templo Pura Luhur Uluwatu em Bali, Indonesia.

É comum andar por Bali e encontrar um templo a cada duas casas construídas. Não encontrei em nenhum dos outros oito países que visitei nessa aventura de trinta dias pela Ásia, tamanha homenagem aos Deuses, como lá. É costume que, todo dia pela manhã, deve-se tomar banho e ir ao templo prestar respeito aos Deuses, entregando uma oferenda, geralmente feita de uma cesta de palha com muitas flores e incenso. O mesmo ritual deve ser repetido todo final de tarde, a cada dia. Ao caminhar pelas ruas de Kuta, a maior cidade, também a mais movimentada de Bali, na Indonésia, país que foi o segundo destino da minha viagem de 30 dias pela Ásia, você se sente vagando por nuvens de incenso. Por todo lado eles marcam presença, uma sensação de tranquilidade é inspirada a cada passo que se dá por lá. Isto está em praticamente toda loja da cidade, também utilizam a oferenda com flores e incenso em sua porta de entrada, como sinal de respeito pelos Deuses protetores desta ilha. Mas não fique só em Kuta não, há muitas coisas lindas pela ilha toda. Uma das melhores, em minha opinião, o Templo Uluwatu, um templo do século XI, também conhecido como Pura Luhur Uluwatu, que significa ‘Ulu’ no topo, ‘watu’ da pedra, e é um dos seis templos pertencentes ao pilares espirituais, conhecido mundialmente por estar localizado em um ponto magnífico da ilha, na beira de um penhasco de 70 metros de altura sobre o mar indiano. De lá também é possível apreciar um dos mais lindos pôr do sol, daquele lado do mundo.

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Na muralha que segue de um lado até o outro no paredão abaixo do Templo Pura Luhur Uluwatu em Bali, Indonesia.

O templo Uluwatu é construído em arquitetura Balinesa, com muitos aspectos tradicionais daquela ilha, e muitas esculturas antigas. Vários vestígios lá encontrados, provam que o templo é de origem megalítica e remetem ao século X. Há duas entradas neste templo, uma ao norte e outra ao sul. Também há uma pequena floresta próxima à entrada que é habitada por centenas de macacos, segundo a lenda, eles guardam o templo das más influências. Um caminho sinuoso todo murado em concreto fortifica o templo ao longo do penhasco. Para atravessa-lo, leva-se aproximadamente uma hora para chegar de um lado até no outro. Os balineses hindus acreditam que os três poderes divinos de Brahma, Vishnu e Siva se tornam um neste lugar. Esta crença transforma o templo Uluwatu em um lugar de adoração à Siva Rudra, a divindade balinesa hindu de todos os elementos e aspectos de vida no universo. Este templo também é dedicado à proteger Bali dos demônios marinhos. Segundo a lenda, o arquiteto do Templo Uluwatu é Dhang Hyang Dwijendra, deste e de muitos outros templos em Bali e outras localidades na Indonésia como Lombok e Sumbawa. Até 1983 o acesso ao templo era muito difícil e perigoso e em 1999 um raio iniciou um incêndio e derrubou parte do templo ao atingi-lo. E, por mais curiosos que pareça, nunca houve nenhuma grande erosão sob o solo do templo, mesmo ficando em um penhasco banhado pelo mar. Os balineses acreditam que essa é uma das maiores demonstrações dos Deuses à proteção do templo. Com uma cultura voltada à adoração de seus Deuses e espíritos divinos, visitar Bali é muito mais do que ver algumas das praias mais paradisíacas do mundo, a imersão nesses rituais sagrados, lava a alma de uma maneira única e revigorante. Obrigado pela leitura, muito mais no próximo mês e no meu álbum de fotos do facebook (endereço no cabeçalho da página). Até mais! Suksma.

Uma amostra da arquitetura balinesa que se pode encontrar andando pelas ruas na ilha de Bali, Indonesia. / A sample of the balinese architecture you can find walking around in the island of Bali, Indonesia.
Uma amostra da arquitetura balinesa que se pode encontrar andando pelas ruas na ilha de Bali, Indonesia.

Um Leão entre os Tigres

O Marina Bay Sands, complexo com hotel e shopping center e o Leão símbolo de Cingapura. / The Marina Bay Sands, hotel and shopping center complex, and the Lion, Singapore's symbol.
O Marina Bay Sands, complexo com hotel e shopping center e o Leão símbolo de Cingapura.

O primeiro destino da minha aventura de trinta dias pela Ásia, foi um, dos dois países, integrantes do grupo dos quatro tigres asiáticos, onde estive recentemente. Cingapura é um país que foi fundado em 1819 e que se desenvolveu muito desde então. Independente desde 1863 da soberania britânica e logo depois, em 1865 da hoje vizinha Malásia, é um dos maiores eixos comerciais e quarto maior centro financeiro do mundo, e está entre os cinco portos mais movimentados, também nesta mesma categoria. Este país também possui quatro línguas oficiais, entre elas o inglês, ainda bem, pois foi um dos poucos destinos desta minha viagem onde foi fácil me comunicar.

Uma das simpáticas pessoas que pediu foto comigo lá em Cingapura. / One of the great spirit persons who asked for a photo with me in Singapore.
Uma das simpáticas pessoas que pediu foto comigo lá em Cingapura.

O símbolo da cidade é o Leão, praticamente uma tradução fiel á palavra Cingapura, que é um país pequeno, comparado à tantos outros no mundo, curiosamente, formado por 63 ilhas, e em expansão. Outras tantas porções territoriais deverão fazer parte desse país nas próximas décadas. Há mais de sete mil empresas multinacionais instaladas em Cingapura. Empresas estas com matriz nos EUA, Europa e Japão. Outras quase duas mil, com matriz na China e Índia. Um dos fatores principais por esse número impressionante, se deve ao fato de o país figurar entre os países menos corruptos do mundo, ao lado na Nova Zelândia e dos países Escandinavos, longe, bem longe do Brasil nesta lista. É em Cingapura também, que há a maior porcentagem de milionários do mundo. E o contraste social também não é tão notável assim, uma vez que, entre alguns dos programas governamentais está um que inclui, disponibilizar entre 400 e 1000 dólares cingapurianos mensais à sem tetos, além de atendimento médico grátis em hospitais públicos, dinheiro para pagamento de mensalidades escolares para as crianças, aluguel de um apartamento estúdio, e ainda, garantia de treinamento para cursos profissionalizantes. Pois bem, como você já percebeu, esse país oferece todo o suporte que o seu povo precisa para viver dignamente e, principalmente, se desenvolver. Ah! e a arquitetura desse país? Cada construção parece um componente inigualável nessa grande obra de arte. Por todo lado se observa que eles não brincam quando nos presenteiam com prédios magníficos. O passeio pela baía de Cingapura é um deleite aos olhos de todo apaixonado por design e arquitetura. Só ali tirei mais de 200 fotos, são muitos os detalhes e projetos fascinantes à se observar. Sejam do mais tradicional estilo do período colonial pré Segunda Guerra Mundial, até obras muito mais contrastantes do período pós guerra e pós colonial. Sem contar os templos budistas, para adoração dos fiéis, encontrados por toda parte. Envolto nesse mar de estilos neoclássicos europeu, gótico, palladianismo e do renascimento, se destaca o Marina Bay Sands, aquele com a cobertura em formato de navio transatlântico. Desenvolvido pela Las Vegas Sands (LVS), figura como o segundo prédio mais caro do mundo, inicialmente orçado em 5,5 bilhões de dólares americanos para sua construção, o complexo de 560.000 metros quadrados, escalou em custos de materiais e falta de mão de obra, atingindo a “bagatela” de 8 bilhões da mesma moeda para ser finalizado. Com uma arquitetura espetacular, segurança nas ruas e um povo singular, por vezes até me paravam na rua pedindo uma foto comigo, até hoje não sei exatamente o motivo, visitar Cingapura e poder contar para vocês hoje, foi o início perfeito para minha viagem. Para ter uma idéia melhor deste país incrível através dos meus olhos, acesse meu Facebook e vá ao album Cingapura. Obrigado pela leitura! Até o próximo mês.

 

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Incrível vista noturna da baía de Singapura do edifício One Raffles Place.

A Cidade dos Templos

No Angkor Wat, o maior templo em arquitetura Khmer do Camboja, na cidade de Siem Reap. / At the Agkor Wat, the largest temple in Khmer architecture in Cambodia, city of Siem Reap.
No Angkor Wat, o maior templo em arquitetura Khmer do Camboja, na cidade de Siem Reap.

Na minha passagem pelo Camboja, quinto destino da minha aventura de trinta dias pela Ásia, me deparei não apenas com um país “novo” recém aberto ao turismo, mas com valores de amizade e carinho entre a população, misturados com a fantástica arquitetura dos templos do século XII, que nunca vi antes, em nenhum outro lugar. O país do Camboja, foi aberto ao mundo há aproximadamente 20 anos atrás. Com um potencial turístico sem igual, o Camboja vem crescendo em ritmo acelerado e vê-se obras de ampliação por toda parte. Novas rodovias de ligamento, grandes postos de combustível e empresas se instalando em diversos pontos do país. Um exemplo dessa rápida expansão é notável quando se constata, por exemplo, o número de hotéis, que cresceu de 14 para 300, vários deles cinco estrelas, nestes últimos 20 anos. A viagem que fiz da cidade de Ho Chi Minh (antes conhecida como Saigon) no Vietnã, foi de 470 quilômetros até Siem Reap, no Camboja, e levou mais de 13 horas de ônibus. Foi uma viagem dura e cansativa por grandes trechos de estradas de chão esburacas e empoeiradas, mas uma forma barata de chegar lá, já que são poucas empresas que voam entre estas cidades, fazendo a falta de competitividade, causar que as passagens aéreas custem em torno de 200 dólares por uma duração de menos de 1 hora. Foi também, uma grande oportunidade de visualizar muito do que está mudando e acontecendo de um país até no outro. Siem Reap, no Camboja, cujo nome traduz-se, literalmente como “Derrota da Tailândia”, refere-se aos conflitos de centenas de anos atrás entre os países, é uma cidade que atrai milhares de turistas devido aos templos em arquitetura Angkor, na cidade antiga.

Onde tive o melhor dessa aventura, tudo surpreendeu! / Where I had the best out of this adventure, it all surprised me!
Onde tive o melhor dessa aventura, tudo surpreendeu!

São inúmeros, e um mais interessante do que o outro, pois possuem peculiaridades. Estes templos remetem ao século XII, são construídos em grande escala, verdadeiros palácios de pedra em meio à belas paisagens naturais, as quais, fazem por vezes, você se sentir e imaginar como os reis e o povo daquele tempo viviam por lá. Uma verdadeira viagem no tempo, dentro de um mundo que, para muitos de nós, infelizmente, é tão distante. Foi uma experiência incrível, a qual levo comigo para o resto da vida. O Camboja é, com certeza, um país para o qual gostaria de voltar, de novo e mais uma vez! Para visualizar o Camboja através dos meus olhos, acesse o meu álbum sobre o país, no meu Facebook e encontre centenas de fotos que te farão ter, no mínimo, uma pequena idéia do que estou tentando descrever aqui para vocês. Até o mês que vem!

Ta Prohm, onde a natureza parece demonstrar sua força, retomando seu lugar de direito. / Ta Prohm, where nature seems to show its strength, taking over its right place.
Ta Prohm, onde a natureza parece demonstrar sua força, retomando seu lugar de direito.

Asiaventura

Oito países, trinta dias e uma paixão. Primeiro destino: Cingapura! / Eight countries, thirty days and one passion. First destination: Singapore!
Oito países, trinta dias e uma paixão. Primeiro destino: Cingapura!

Em uma das minhas matérias anteriores escrevi sobre os prédios mais altos do mundo. Entre eles se destacam as Twin Towers, também conhecidas como Petronas Towers na Malásia, o Burj Khalifa em Dubai e o mais alto prédio do mundo em construção, nomeado Torre do Reino na Arábia Saudita.

Portão de embarque desta aventura de 30 dias. / Boarding gate to this 30 day adventure.
Portão de embarque desta aventura de 30 dias. Em Brisbane, Austrália.

Pois bem, aqui estou, neste momento, no terminal internacional do aeroporto de Brisbane na Austrália, lhe escrevendo que terei a incrível sorte de conhecer alguns desses marcos da arquitetura e engenharia no mundo, neste mês de janeiro. Em aproximadamente uma hora e meia embarco em uma aventura, que para mim, não tem precedentes. Visitarei neste mês, que acaba de começar, nove países e pelo menos dez cidades, sendo 8 destas cidades na Ásia. Minha primeira parada será em Singapura, um país pequeno, mas de grande poder econômico, muito rico em arquitetura contemporânea. Minha segunda parada será em Bali na Indonésia, onde visitarei templos antigos, pertencentes à religião budista. De Bali embarco para Kuala Lumpur na Malásia, onde poderei apreciar de perto as Twin Towers, mal posso esperar! Da modernidade de Kuala Lumpur eu mergulho no contraste da arquitetura singular da cidade de Ho Chi Minh, anteriormente conhecida como Saigon, no Vietnã, este país é repleto de templos e muita história. Atravesso então o Vietnã em uma viagem de ônibus para o Camboja que promete ser uma no mínimo curiosa. No Camboja, além da arquitetura Khmer, do início do século VIII, vive um dos povos mais receptivos da Ásia, tenho certeza que conhecerei muitos indivíduos singulares. A próxima parada é em Bangkok, capital da Tailândia, uma cidade com muitos atrativos a oferecer, e, também, formada por prédios modernos e antigos, esta cidade começou a crescer com a chegada dos franceses em 1665. Ainda na Tailândia passarei alguns dias em Phuket, um paraíso praiano, afinal, não sou de ferro e essa vida de aeroporto em aeroporto também cansa. Precisarei dar uma relaxada na praia, assim como muitos de vocês. Por lá também existem inúmeros marcos da arquitetura tailandesa. Do verão de Phuket eu embarco para o inverno da Coréia do Sul, no hemisfério norte. Jamais pensei que eu iria parar na Coréia do Sul algum dia, mas estou extremamente ansioso para ver o que encontrarei por lá, promete ser um dos destinos mais curiosos dessa minha aventura. Aguardem para ler sobre algum marco da arquitetura da Coréia do Sul, que foi iniciada no século VII, em uma das minhas próximas matérias. Com certeza depois de visitar os templos do século VII na Coréia do Sul, embarcar e ver de perto a “desmedida” arquitetura de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, me fará realizar o quanto o mundo mudou, da antiga arquitetura para onde existem alguns dos prédios mais incríveis do mundo moderno e até ilhas artificiais. Pois bem, me desejem sorte. Pra mim será um prazer escrever para vocês sobre essa minha aventura. Vou lá embarcar no avião que já estão me chamando. Sinta-se convidado à me seguir no instagram, twitter ou facebook para acompanhar mais de perto meus passos (endereços no topo da página). FELIZ ANO NOVO! Muita sorte e felicidades à você. E pela última vez: Cheers mate! Ainda não sei de qual país estarei escrevendo a próxima matéria.

Voei de Etihad, grande parte destas viagens, e posso dizer, um dos menores espaços entre bancos na área econômica que já encontrei. Realmente inesperado! / I traveled long distances with Etihad during these trips and I have to say, they have one of the most little space between seats in economy I have ever seen. Real shame!
Voei de Etihad, grande parte destas viagens, e posso dizer, um dos menores espaços entre bancos na área econômica que já encontrei. Realmente inesperado!

 

Muito mais que uma Prefeitura

A prefeitura de Melbourne, um dos prédios mais imponentes da cidade, construído entre os anos de 1867 e 1887, palco de grandes exibições, peças teatrais e apresentações escolares também é palco de um dos mais incríveis espetáculos de luzes natalinas da Austrália. Melbourne foi oficialmente incorporada como cidade em 13 de dezembro de 1842. Porém, não foi até 1854 que sua primeira prefeitura foi finalizada. Os trabalhos iniciaram em 1851, em conjunto com a corrida do ouro no estado da Victoria. A pedra fundamental foi lançada em 1867 com a visita do príncipe Alfred, Duque de Edimburgo, após a demolição do primeiro prédio. A prefeitura atual abriu portas em 9 de agosto de 1870 com um suntuoso baile de gala, fundado pelo, na época, Lorde e Prefeito Samuel Amess. Em 1925 um incêndio destruiu grande parte do prédio, incluindo o auditório principal e um órgão de tubos. Foi reconstruída e aumentada, porém perdendo algumas características como partes do telhado em mansarda. Em 1964 os Beatles estiveram presentes em uma recepção cívica lá. Do lado de fora, 20.000 jovens se reuniram para arriscar vê-los. Este prédio foi desenhado pelo famoso arquiteto local Joseph Reed e Barnes, em estilo do Segundo Império. Outros prédios de Melbourne desenhados pelo mesmo arquiteto são a Biblioteca Estadual da Victoria, o Royal Exhibition Building e o Melbourne Trades Hall. O prédio da prefeitura é encimado pela Torre Príncipe Alfred, nomeada após o duque. Ela inclui um relógio de 2,44 metros de diâmetro, que começou a funcionar em 31 de Agosto de 1874 e foi construído pela Smith e Filhos de Londres. O auditório principal inclui um órgão para concertos magnífico, composto por 147 fileiras e 9.568 tubos. E a noite em época natalina, a fachada da prefeitura de Melbourne se transforma em um canvas dramático através de um show de luzes projetados com sabor festivo. Iniciando ao anoitecer, e vai até as 23 horas. Este projeto é dos designers de classe mundial, Electric Canvas. Já no ano passado foi um espetáculo à parte que pude curtir aqui com a minha mãe Dona Anita e meu irmão Gustavo, quando me visitaram aqui na Austrália. Eles são testemunhas vivas da beleza e incrível tecnologia e magia que este show proporciona. À você meu leitor, e toda sua família, um Feliz Natal, que a magia dessa época do ano preencha seus corações de muito amor e esperança de um ano novo que logo se inicia. MERRY CHRISTMAS MATE! Até 2015, de onde? Bom, ainda não sei de onde lhe escrevo em 2015. Aguarde que com certeza a surpresa será boa.

Glamour e Tradição

Portal das flores no parque Flemington de Corridas de Cavalo em Melbourne. / The flowers portal at the Flemington Racecourse Park in Melbourne.
Portal das flores no parque Flemington de Corridas de Cavalo em Melbourne.

Novembro chegou e com ele vem um dos eventos mais importantes da Austrália. A Melbourne Cup Carnival de Corridas de Cavalo. São várias cidades pelo país que promovem o esporte, mas é no circuito de corridas de Flemington, aqui em Melbourne, que acontece o mais famoso da Austrália. A riqueza de Melbourne e seu crescimento devido a era da corrida do ouro dos anos de 1850 a 1880 transformaram a cidade na mais dinâmica da Austrália.

Dentro do parque uma estátua de cavalo. Ao fundo, o centro da cidade de Melbourne. / Inside the park, a horse statue. At the back, Melbourne's downtown.
Dentro do parque uma estátua de cavalo. Ao fundo, o centro da cidade de Melbourne.

A Melbourne Cup, trouxe à tona o evento como sendo de grande importância social e de moda. Até hoje as mulheres procuram os mais interessantes e extravagantes chapéus para desfilar nos diversos salões e gramados de Flemington. Os homens também não ficam por baixo, todos devem vestir terno e gravata, borboleta muitas vezes, por vezes ternos xadrez, e muita pompa e circunstância, tornando o evento foco de ícones de moda e muita elegância. O evento acontece por uma semana, chega a reunir 120 mil pessoas nos dias mais importantes, em uma área gigante e simplesmente incrível, muito bem cuidada e com todo o conforto possível para os freqüentadores, que no ano passado, pagaram apenas pelo almoço e café da tarde no restaurante em que trabalhei, pelo menos 300 dólares cada um.

A pista de corrida pronta para receber o evento. Um dos principais do calendário australiano. / The racecourse ready for the event. This is one of the most important events of the australian calendar.
A pista de corrida pronta para receber o evento. Um dos principais do calendário australiano.

Tendo trabalhado lá a semana toda, no ano passado, posso garantir que o evento é algo de outro mundo. Você se sente transportado para dentro de um filme, tamanha é a distinção de qualquer outro evento à que já compareci. A história do circuito de corridas de Flemington, considerado patrimônio histórico do país, iniciou-se em 1840, e tradicionalmente, todo ano, desde então, a história se repete. Com todo o glamour que merece. Cerca de 550 cavalos são preparados, a cada ano, para as corridas, em Flemington. Inicialmente promovidas no outono, mas em 1854, quando as condições climáticas estavam perfeitas e o circuito absolutamente incrível, decidiram por promover uma edição de primavera que foi um sucesso, e assim permaneceu, acontecendo a cada nova primavera, desde então. O dia mais importante do evento há de ser o Melbourne Cup Day, na primeira terça-feira de novembro, feriado municipal desde os meados de 1870, que é também celebrado como um dia especial ao longo do país. Outros dias que se destacam são o Derby Day e Oaks Day.

O parque é realmente lindo, são diversas áreas de convivência e com diferentes atrações. / The park is stunning, there are several different areas you can stay at with the most various attractions.
O parque é realmente lindo, são diversas áreas de convivência e com diferentes atrações.

Entre os anos de 2000 e 2004 o comitê que administra o circuito gastou 26.2 milhões de dólares em investimentos, adicionados aos outros 45 milhões quando da conclusão do pavilhão principal em 2000. Atualmente, existe um projeto de renovação, que busca trazer as necessidades de Flemington e seus frequentadores para o século 21. Estimado em 120 milhões de dólares, o investimento de substituição de um dos pavilhões históricos, espera estar concluído para as corridas de 2017. O projeto é desenhado por Bates Smart, os arquitetos por trás do projeto da Federation Square, outro importante marco da cidade, tal qual o Cassino Crown, e, o Hospital de Crianças Royal. O novo “pavilhão de entretenimento” inclui três restaurantes, oito bares, e um jardim na cobertura, tudo isso construído no lugar do antigo pavilhão. Porém, para que isso aconteça, há vários pontos a serem definidos, a começar pelo fato de que o prédio atual é histórico, construído em 1924, repleto de murais e relíquias.

Flores estão por todo lugar. / Flowers are everywhere.
Flores estão por todo lugar.

Segundo ponto importante é o custo. Dos 120 milhões estimados para sua construção, 45 milhões devem vir de duas torres residenciais a serem construídas próximas ao circuito, por uma empresa de desenvolvimento chinesa. A construção do novo prédio deve promover 350 vagas de emprego em construção, e aumentar a capacidade de espectadores de 4500 para 9000. E ainda, aumentar o número, hoje limitado de membros, de 30 mil para 35 mil. Nas fotos você pode ter uma idéia de quão grandioso o projeto é. Garanto que quando finalizado, o projeto será mais um dos grandes marcos da arquitetura de Melbourne. Com certeza passar um dia em Flemington, quando as corridas estão acontecendo, é uma das experiências mais incríveis que se pode realizar na Austrália. Cheers mate! Até a próxima.

Capricho em cada detalhe. / Attention to every single detail.
Capricho em cada detalhe.

 

Desafio ou desperdício?

Cem andares, 319 metros de altura e pelo menos 1100 apartamentos. O novo arranha céus de Melbourne, “Australia 108”, que será construído aqui do lado de casa, assumirá o título de edifício mais alto do hemisfério sul. Em conjunto, e também já aprovados pelos órgãos competentes da cidade, outras duas torres residenciais de 75 e 54 andares, respectivamente, serão construídas na área central de Melbourne, configurando, em conjunto, outros quase 1000 apartamentos. Principais motivos? Esses grandes empreendimentos já seriam parte de um plano de expansão urbana, fazendo sentido à atual realidade de Melbourne, que promete ser a primeira cidade, verdadeiramente, 24 horas do país, e já dizem também, que em algumas décadas, a maior cidade em número de habitantes da Austrália, ultrapassando até mesmo a cidade de Sydney, hoje a maior neste número. Para a construção destes edifícios, pelo menos 6000 novos postos de trabalho serão criados e estima-se investimentos na ordem de mais de 800 milhões de dólares. A Torre Eureka, a qual mencionei em minha primeira matéria, hoje o mais alto prédio de Melbourne com 297,3 metros de altura e 92 andares, e em minha opinião um dos mais belos arranha céus do mundo, cederá seu primeiro lugar, ao futuro vizinho, Australia 108, com orgulho, pois quando finalizado, este fará novamente Melbourne ocupar o cargo de cidade com o prédio mais alto da Australia. Hoje o Q1 (Queensland Number One) na cidade de Gold Coast, Estado de Queensland, mais ao norte do país, é hoje, com 322,5 metros o prédio mais alto da Austrália. Mas eu sou bem mais o Eureka! Liderando a lista de prédios mais altos do hemisfério sul, atualmente está a torre Sky Tower, aqui do país vizinho, Nova Zelândia, na cidade de Auckland, este com 328 metros de altura. Porém, nada comparados aos quase 830 metros do Burj Khalifa em Dubai, o prédio mais alto do hemisfério norte e do mundo, com 163 andares e custo estimado de 1.5 bilhões de dólares para sua construção, finalizado em 2010. Segundo na lista dos mais altos do mundo, está a torre Tokyo Sky Tree no Japão, com 634 metros de altura. Outros mais conhecidos que figuram nesta lista são: a Torre da Liberdade em Nova Iorque, a mais alta do hemisfério ocidental, construída após a queda das Torres Gêmeas e possui 541,3 metros de altura, a torre Taipei 101 em Taiwan, com 509 metros, e as Twin Towers (também conhecidas como Petronas Towers) na Malásia, com 452 metros. No Brasil, o arranha-céus mais famoso de todos os tempos há de ser o Edifício Itália, com 46 andares e 165 metros, na cidade de São Paulo, este por sua vez terá seu posto tomado pelo Millenium Palace, edifício com previsão de finalização de construção neste ano, figurando 46 andares também, mas com 177 metros de altura, na cidade de Balneário Camboriú, em nosso Estado. Como se tudo isso não fosse suficiente, mais uma vez, os olhos se voltam aos países Árabes. Já em construção, mas com previsão inicial de possuir 1 milha de altura (1,6 quilômetros), a Torre do Reino, na Arábia Saudita, será o prédio mais alto já construído, sem precedentes. Devido às condições geológicas da área porém, teve-se que reajustar a altura à “meros” 1000 metros de altura. Criado pelo mesmo arquiteto americano, Adrian Smith, que criou o atual mais alto do mundo, Burj Khalifa, no vizinho Emirados Árabes Unidos, na cidade de Dubai, como disse anteriormente, a Torre do Reino deverá custar 4.6 bilhões de dólares, possuir 167 andares, 59 elevadores e área construída de 319.000 metros quadrados. Equivalente à quase 40 campos de futebol, como o do Estádio do Maracanã, de área construída. Somente a base de construção para suportação desta torre desce 600 metros abaixo da superfície terrestre. Tudo isso me faz pensar, e acredito que à vocês também, isso tudo é realmente necessário? Ao mesmo tempo que é um fantástico desafio à engenharia é também um altíssimo gasto dos nossos recursos naturais, não é? Confesso que não cheguei à uma conclusão ainda sobre o assunto. Cheers mate! Até a próxima edição.

halifa, in Dubai, today the tallest building in the north hemisphere and in the world, having 163 floors and costing about 1.5 billion dollars to be built, finished in 2010. Second in the list, is the Tokyo Sky Tree in Japan, with 634 meters of height. Other famous buildings in the list are: The Freedom Tower in New York, the highest one in the ocidental hemisphere, built after the Twin Towers were crashed by airplanes in 2001, it is 541.3 meters high; the Taipei 101 tower in Taiwan, being 509 meters high, and the Twin Towers (also known as Petronas Towers) in Malaysia, with 452 meters of height. In Brazil, the most famous skyscraper has got to be the Edifício Itália, having 46 floors and 165 meters of height, in the city of São Paulo. But, it will be taken over by the Millenium Palace building, estimated to be fully finished this year, also having 46 floors, but being 177 meters high, in the city of Balneário Camboriú, in my home State, Santa Catarina. As if all of it wasn’t enough, again, our eyes turn back to the Arabian countries. Already being built, and with initial plans of being 1 mile high (1.6 kilometers), the Kingdom Tower, in Saudi Arabia, will be the tallest building ever built, of all times. Due to the area’s geological conditions though, it was necessary to readjust it’s height to “only” 1000 meters. Projected by the same architect, Mr. Adrian Smith, who projected the current tallest building in the world, Burj Khalifa in neighbor United Arab Emirates, city of Dubai, the Kingdom Tower, in Saudi Arabia, is estimated to cost 4.6 billion dollars and to have 167 floors, 59 lifts and built area of 319.000 square meters. Just the basis where this tower will sit in is supposed to be 600 meters deep from the land surface. All of it makes me wonder, and I believe it might make you too, is this really necessary? At one point of view, it is a crazy fantastic engineering challenge, at another point of view, it is a highly spent of our natural resources, isn’t it? I have to confess I haven’t come to a conclusion about such matter. For more information, links to videos and other photos, access my profile on Facebook. Cheers mate! See you next time.

A Queridinha da Austrália

O arco dos relógios. Tradicional ponto de encontro da Estação. / The clocks arch, popular meeting point at the station.
O arco dos relógios. Tradicional ponto de encontro da Estação.

Em minha primeira matéria comentei sobre a estação de trens da rua Flinders aqui em Melbourne. Esta estação já foi a mais movimentada do mundo e está situada em um prédio centenário magnífico, construído em 1910 em arquitetura francesa do renascimento, no coração da cidade. Verdadeiro ícone cultural e há muito reconhecida como patrimônio e símbolo histórico do país, sua construção figura, com destaque, entrada central em forma de arco, uma grande redoma principal no telhado e uma alta torre de relógios no lado sul. Cerca de 150 mil pessoas passam diariamente por suas 11 plataformas de embarque e os trens partem aproximadamente a cada 5 minutos para os vários subúrbios e também cidades próximas.

A Estação da Rua Flinders vista do terraço do prédio de esquina com a Rua Elizabeth. / The Flinders Street Station as seen from the terrace of the corner building with Elizabeth Street.
A Estação da Rua Flinders vista do terraço do prédio de esquina com a Rua Elizabeth.

A previsão é de que este número diário aumente para 440.000 pessoas até 2021. Já há algum tempo porém, a Estação da Rua Flinders clama por modernização, cansada pelos seus mais de 100 anos na ativa a todo vapor e ao aumento populacional da cidade. São vários espaços, como o salão de festas, o ginásio, a antiga biblioteca, a sala de bilhar e uma sala para concertos sob a redoma principal, que estão sem acesso público há décadas, esperando por esta revitalização. Uma verdadeira lástima!

O arco dos relógios, fachada principal da Estação. / The clocks arch, main facade of the Station.
O arco dos relógios, fachada principal da Estação.

Pois bem, para a nossa alegria, em 2011, o Governo do Estado da Victoria, cuja capital é Melbourne, lançou um concurso internacional para revitalização e restauração da Estação da Rua Flinders. O prêmio para o projeto com design vencedor foi instituído em 1 milhão de dólares e 118 propostas foram recebidas, vindas de todas as partes do mundo. Alguns dos critérios foram a necessidade de apresentar um design com pensamento criativo para dar nova vida à este edifício símbolo do país, e, que facilite a vida de toda a comunidade ao utilizar a estação, tanto quanto mantendo e restaurando os elementos históricos importantes, como a sua fachada e áreas administrativas, que todos aqui amamos. Deveria ser uma proposta de design que encaixe-se melhor à atual arquitetura abstrata de Melbourne, moderna mas sem perder traços característicos de sua originalidade, melhorando a função de transporte da estação, junto com o papel importante de ligação que ela desempenha para ciclistas, bondes, ônibus, taxis mas principalmente para os pedestres. Dentre as 118 propostas foram selecionadas 6 finalistas. Nas imagens você pode notar o tamanho dos projetos propostos e o impacto que causariam na comunidade. Futurístico, ajardinado, quadrado, redondo, audacioso, os projetos são fascinantes e parecem de outro mundo, mas é este o objetivo, causar impacto e fugir do frugal, tal qual muitos outros prédios fazem aqui na Austrália. O vencedor foi definido em Agosto de 2013 descrito como um “moderno eixo de transporte do século 21”, tendo uma praça pública e um anfiteatro de frente para o rio, entre outros requisitos obrigatórios. Os juízes chamaram o projeto de “belo e de integração convincente dos aspectos do projeto da estação original, reforçando fortemente o seu status de portão de passagem”.

A primeira plataforma, vista da segunda plataforma. São 14 no total. / Platform one, seen from platform 2. They are 14 in total.
A primeira plataforma, vista da segunda plataforma. São 14 no total.

Já os moradores de Melbourne demonstraram reações divergentes, alguns chamaram a proposta de clássico-moderna e outros rotularam de nave espacial ou “canelone gigante”. Apesar de todo o trabalho em se eleger um vencedor, nenhum compromisso foi firmado, até o momento, sobre a sua execução do projeto que pode custar 2 bilhões de dólares aos cofres públicos, quando realizado. Eu, particularmente, considero este projeto com design vencedor, dentre os 6 finalistas, um dos meus favoritos. Sou fascinado por arquitetura e prédios com design moderno mas que mantém traços da sua originalidade e gostaria de ver a pedra fundamental dessa obra fantástica plantada ainda antes de deixar a Austrália.

 

A belíssima torre do relógio. / The marvelous clock tower.
A belíssima torre do relógio em um dia comum, desses nublados de Melbourne. / The marvelous clock tower on a common cloudy day in Melbs.

Até porque sendo a mais próxima da minha casa, utilizo a estação da rua Flinders, frequentemente para me locomover por aqui. Acredito que o projeto vencedor se associa perfeitamente com os demais grandes designs existentes nesta cidade que pela quarta vez consecutiva foi eleita a mais habitável do mundo. Parabéns também Melbourne por seus recém completados 179 anos de fundação. Cheers mate! Até a próxima.

A estação enfeitada para Natal. / The station ready for Christmas.
A estação enfeitada para Natal. / The station ready for Christmas.